Terça, Setembro 19, 2017
   
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“Familia Saúde” – Comprar da mesma forma um pacote de arroz e uma aspirina. Porque não?...

 Numa sociedade de informação fácil, onde a Internet parece dar-nos todas as respostas, o acesso a medicamentos numa prateleira de supermercado parece, à primeira vista, uma coisa boa. Não se perde tempo e quando chegarmos a casa um click no computador, vai esclarecer-nos as dúvidas.

O que as pessoas se esquecem é que a saúde não é uma check-list, onde se podem marcar vistos para resolver os problemas... Resolver um problema de saúde aparentemente simples, como uma dor de cabeça, requer uma avaliação do estado geral de saúde do utente, para evitarmos criar ou agravar outros problemas. Pegando neste exemplo, uma simples aspirina (ou qualquer outro anti-inflamatório não esteróide) para a dor de cabeça pode criar uma crise de asma numa pessoa que sofra desta doença.

Cada vez mais se vêem pessoas a dirigirem-se às farmácias para tirarem dúvidas acerca dos medicamentos que compraram em outros estabelecimentos comerciais, até mesmo em bombas de gasolina e desta forma o farmacêutico faculta todo o seu conhecimento de forma gratuita.

O farmacêutico é o único profissional de saúde que não cobra por disponibilizar os seus conhecimentos à comunidade, ao contrário de médicos, enfermeiros, psicólogos, etc., em que o simples facto de estarem a exercer a sua função requer o reconhecimento monetário.

Este problema agrava-se agora, uma vez que as pessoas, por diferenciais de cêntimos, recorrem a outros estabelecimentos para comprar aquilo que depois precisam que o farmacêutico explique. Esquecem-se que as farmácias são empresas particulares e a grande maioria de pequena dimensão, não tendo qualquer subsídio do estado, dependem do lucro das vendas para gerir todo o negócio e ainda pagar aos funcionários especializados.

Será que os conhecimentos de um farmacêutico, especialista do medicamento e o profissional mais preparado para reconhecer e resolver problemas relacionados com os medicamentos, não deveriam ser também reconhecidos pelo Estado?

Assim caro leitor, quando opta por uma farmácia, não desperdice a informação disponível que tem para si e acima de tudo aproveite a equipa que tem à sua disposição para lhe dar informação sobre medicamentos de uso humano e veterinário, produtos dietéticos, de higiene e beleza, produtos infantis, ortopédicos e muitos outros…

Anabela Mascarenhas e Raul Almeida