Sábado, Fevereiro 25, 2017
   
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“Familia Saúde” – Vacinas administradas em farmácias

A farmácia está no fim de linha do circuito do medicamento, mas não pode ser o “Saco de Boxe” onde todos podem bater.

Publicita-se nos meios de comunicação social que deve ser o enfermeiro a administrar vacinas da gripe na farmácia. Temos assim, profissionais que já têm as suas competências e até querem as dos outros: fazem lembrar 2 crianças com 2 brinquedos, que quando têm de partilhar, uma decide que tem de ficar com os 2…  Cada vez mais, há cursos com áreas comuns e o que cada um pode fazer depende das competências que foi adquirindo e do local onde as pode exercer. Gostaríamos ainda de realçar que os professores dos actuais cursos de vacinas são sempre médicos e enfermeiros, inscritos nas respectivas Ordens…

Infelizmente a “guerra de capelinhas” continua a ser alimentada por alguns profissionais de saúde, que prejudicam todos os outros e baralham os utentes. Será que a união de esforços de todos estes profissionais não seria benéfico para eles e para os seus utentes?

Há assim, muitos profissionais que não se identificam com estas infelizes publicidades, pois não representam a opinião da maior parte da classe e não defendem o que deve ser o trabalho em equipa na área da Saúde.


Para quem já não se recorda, há alguns anos atrás as vacinas eram administradas por curiosos e familiares, quando não se encontrava por perto um médico ou um enfermeiro, pois nas farmácias tal serviço não era possível. As vacinas saíam assim do circuito de frio e andavam em condições não recomendáveis até serem administradas. Hoje as farmácias têm profissionais com formação adequada e legalmente aprovada pelo Ministério da Saúde para poderem aplicar vacinas fora do Plano Nacional de Vacinação, após a aquisição das mesmas.

No primeiro ano em que as vacinas foram cedidas gratuitamente nos Centros de Saúde, as farmácias já com as suas encomendas feitas, foram apanhadas de surpresa, resultando daí prejuízos avultados para as mesmas. Será que a medida de cedência gratuita de vacinas, uma vez por ano aos utentes abrangidos, é assim tão gratificante? Não podemos esquecer que esses mesmos utentes gastam hoje anualmente em taxas para o SNS, muito mais do que o preço de uma vacina.

Senhores dirigentes Políticos, das Ordens, das Associações ou das vossas Equipas, por favor não dificultem o trabalho sério dos profissionais de saúde!


Vamos todos juntos aproveitar os recursos que temos ao nosso alcance para promovermos VIDA SAUDÁVEL para todos.


A saúde é um direito para todos e não só para alguns.

Anabela Mascarenhas e Rita Fernandes