Sábado, Janeiro 21, 2017
   
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“Familia Saúde” – Homeopatia… é só açúcar?...

Está integrada nas chamadas medicinas alternativas, que alguns pesquisadores de medicina e sociologia definem como um conjunto de práticas de diagnose e terapia sem a apropriada validação científica, ou que sejam consideradas inacessíveis ao método científico experimental, o que neste último caso podem ocorrer, por mecanismos fisiológicos não conhecidos, nas práticas de cura via métodos metafísicos e espirituais, diferentemente das práticas médicas convencionais.

É frequente ouvir “isso não faz nada!”…. No entanto fiquemos a saber que a Homeopatia é uma terapia que surgiu no século XIX através do médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843) e continua em franca expansão por todo o mundo.

“Os semelhantes curam-se pelos semelhantes”. Este é o princípio base da Homeopatia, pois toda a substância capaz de em doses muito pequenas, provocar sintomas patológicos numa pessoa saudável pode, em dose infinitesimal, curar esses mesmos sintomas numa pessoa doente. Em Homeopatia não existem doenças, mas sim doentes; e o indivíduo é analisado na sua totalidade tendo em conta factores internos e ambientais.

Na época de Hahnemann, a homeopatia foi usada para combater grandes epidemias (ex: cólera, tifo…etc) tendo encontrado muitos seguidores. Cada homeopata produzia os seus medicamentos homeopáticos, mas em 1850 começavam a surgir as primeiras farmácias especializadas na produção destes medicamentos e gradualmente começaram a transformar-se em laboratórios.

Nos dias de hoje, os medicamentos homeopáticos são usados em mais de 80 países, por mais de 300 milhões de pessoas e prescritos por mais de 100 mil médicos!

Haverá razões para duvidar da sua eficácia e segurança?!?

-      Os medicamentos homeopáticos podem ser associados com os outros medicamentos ou como complemento à terapêutica.
-      Quando administrados logo após os primeiros sintomas aceleram o tratamento das doenças agudas.
-      Não são medicamentos tóxicos. Podem ser tomados por recém-nascidos, lactentes, crianças, grávidas e idosos (apenas pode ser necessário uma alteração na forma de administração do medicamento).
-      Não têm contra-indicações, interacções com outros medicamentos nem efeitos adversos conhecidos.
-      Podem ser usados em todo o tipo de doenças: agudas (como por ex.: picadas de abelha, hematomas, gripe, etc) e crónicas (como por ex.: insónias, asma, etc)
-      Os grânulos e os glóbulos são fabricados com açúcar (85%) e lactose (15%) mas as doses são tão baixas que podem ser tomadas por diabéticos e intolerantes à lactose, respectivamente. O açúcar também está contido em alguns medicamentos homeopáticos na forma de comprimidos e xarope.

Os medicamentos homeopáticos são designados pelo nome da substância base, definida pela sua denominação científica internacional expressa em latim. As letras “CH” é a abreviatura de centesimal hahnemanniana, acompanhada pelo número de diluições sucessivas realizadas. Estes medicamentos devem ser tomados sempre fora das refeições e com a boca limpa.

As substâncias activas podem ser de origem vegetal, animal e mineral/química, de onde se utiliza doses muito pequenas e seguras. Algumas das plantas utilizadas em homeopatia crescem de forma espontânea e selvagem, pelo que o rigoroso controlo de qualidade a que são submetidas aquando da produção da tintura-mãe é fundamental para verificar a presença de determinadas características e por conseguinte garantir o efeito terapêutico desejado.

Ao contrário da crença popular, a homeopatia não é o mesmo que um produto de fitoterapia.

Actualmente, alguns medicamentos homeopáticos e fitoterápicos em Portugal são reconhecidos e legislados pelo Infarmed.

“A sabedoria não se transmite, é preciso que nós a
descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode
fazer por nós e que ninguém nos pode evitar, porque a
sabedoria é uma maneira de ver as coisas.”
Proust

Anabela Mascarenhas e Rita Fernandes