Terça, Maio 30, 2017
   
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“Família Saúde” - Diabetes Mellitus

A Diabetes Mellitus é uma doença que não tem cura, mas devidamente controlada permite que o doente tenha uma vida normal e saudável.

Segundo a APDP, estima-se que em Portugal existam 1.3 milhões de diabéticos dos quais 560.000 ainda não estão diagnosticados.

A doença deve-se a uma multiplicidade de fatores de risco, sejam eles não modificáveis (doenças, fatores genéticos) ou modificáveis (ambientais, sociais). O farmacêutico é, na maioria dos casos, o primeiro profissional de saúde que deteta sinais de alerta da diabetes mellitus, principalmente a tipo II e é nos fatores de risco modificáveis que o farmacêutico tem os conhecimentos e meios para intervir nomeadamente estilos de vida, alimentares e exercício físico. Podemos ainda intervir:

nos diabéticos diagnosticados:

  • ajudar a conhecer a doença
  • intervir no plano alimentar e possíveis interações dos alimentos com os medicamentos
  • motivar o doente para a prática de exercício físico adequado
  • educar para o autocontrolo e monitorização dos níveis de glicemia
  • promover a adesão á terapêutica e fazendo a revisão da mesma
  • alertar para os riscos de uma diabetes descontrolada
  • educar para a identificação dos sintomas de hipo e híper glicemias

nos diabéticos não diagnosticados:

  • promover rastreios e acompanhar os casos de risco
  • referenciar os casos de risco para o médico de família
  • motivar o utente para a prática de exercício físico

Há alterações no seu corpo que podem ser sinais de alarme para possível diabetes, como são exemplos: urinar muito, sede excessiva, visão turva, cansaço, dificuldade de cicatrização entre outros. Assim perante um ou mais destes sinais, não adie e procure um profissional de saúde. Não queira fazer parte dos possíveis 560 000 diabéticos, não diagnosticados.

A inclusão dos farmacêuticos, como profissionais de saúde que são, nesta cadeia de tratamento e controlo da doença, vai baixar os gastos porque ao promovermos a adesão à terapêutica, aumentamos a eficácia dos medicamentos quando tomados correctamente. Podemos ainda identificar os casos de risco para que sejam diagnosticados de forma precoce e assim ser mais fácil o controlo da doença.

 

Segundo os números apresentados no último fórum no Estoril que reuniu doentes e profissionais de saúde, a diabetes custa ao estado dois mil milhões de euros por ano…

Anabela Mascarenhas e Nélio Oliveira