Visão anormal, cegueira temporária, visão reduzida, visão diminuída, diminuição da visão, visão deficiente.

A visão embaçada é a perda da nitidez ou da acuidade visual, resultando em falta de clareza na visualização de detalhes. A perda da visão é a incapacidade de perceber estímulos visuais (veja também cegueira). Os pontos cegos são percebidos como se fossem “buracos” negros no campo visual, os quais impedem totalmente a visão. Um ponto cego aumentado é o resultado do crescimento deste ponto cego, tornando-o prontamente perceptível ao indivíduo.

Considerações gerais:

A perda da acuidade visual, as alterações da visão, o embaçamento ou a diminuição da percepção da luz devem ser levados ao conhecimento de um profissional da área médica o quanto antes. As alterações podem representar doenças oculares primárias, envelhecimento, traumas oculares ou alguma doença generalizada (sistémica). Independentemente da causa, as alterações da visão não devem ser subestimadas. A visão reduzida é uma ameaça significativa à qualidade de vida. É sempre aconselhável que se procure ajuda profissional, ainda que possa haver dúvida a respeito de qual profissional procurar.

Alguns conselhos:
•    Um oculista receita óculos, mas não diagnostica problemas oculares.
•    Um optometrista é um especialista que avalia a necessidade do uso de óculos, e indica o tipo de lente mais adequado. Um optometrista pode diagnosticar e tratar muitos problemas da visão, ainda que, em alguns estados (nos EUA), ele possa diagnosticar e tratar outros problemas clínicos.
•    Um oftalmologista é um médico especializado em distúrbios oculares; é o profissional indicado em casos de doenças dos olhos.
•    Algumas vezes, o problema ocular é parte de um problema de saúde geral; nesses casos, um clínico geral pode ser o profissional indicado.

Causas comuns:

•    envelhecimento (a causa mais comum de visão reduzida)
•    catarata (também comum em idosos)
•    glaucoma
•    complicações do diabetes (a causa mais comum de cegueira nos Estados Unidos)
◦    visão dupla, fixa ou intermitente (em geral, temporária)
◦    hemorragias retinianas, as quais podem causar uma cegueira mais permanente
◦    retinopatia diabética   
•    infecção, inflamação ou lesão do olho
◦    infecções da córnea que causem distorção, perfuração ou deixem marcas de cicatrizes
◦    infecções da retina por vírus, fungos ou parasitas (observados com uma frequência cada vez maior nos casos de SIDA)   
•    flutuantes (partículas minúsculas) vagueando na superfície do olho
◦    em geral, são inofensivos e não requerem tratamento   
•    fadiga e exposição prolongada a ambientes externos (embaçamento da visão temporário e reversível)
•    drogas (embaçamento, manchas e auréolas)
◦    anticolinérgicas
◦    anti-histamínicas
◦    clomifeno
◦    cloroquina
◦    cicloplégicas
◦    derivados digitálicos (temporário)
◦    etambutol
◦    guanetidina
◦    indometacina
◦    toxicidade por metanol (permanente)
◦    fenotiazinas
◦    fenilbutazona
◦    sulfato de quinina
◦    reserpina
◦    diuréticos tiazídicos   
•    cefaleias hemicrânias (manchas de luz, auréolas, ou padrões de ziguezague são os sintomas preliminares comuns)
•    distúrbios congénitos
•    distúrbios hereditários

Cuidados em casa:

Pode haver necessidade de se adoptarem medidas de segurança para ajudar a pessoa portadora de anormalidades da visão, como, por exemplo, tornar os ambientes mais iluminados.

Solicite assistência farmacêutica ou médica se:

•    ocorrer qualquer tipo de alteração da visão
•    houver cegueira parcial ou total em um dos olhos ou em ambos
•    for difícil ver objectos laterais (visão periférica reduzida), ou se forem vistas auréolas ao redor das luzes
•    surgirem pontos cegos de forma repentina

Normalmente, não se trata da necessidade de marcar uma consulta ou não, mas sim com qual especialista marcá-la. Encontrar logo o profissional adequado vai poupar tempo e dinheiro. Abaixo seguem algumas indicações úteis.
•    Em caso de criança com visão reduzida, marque uma consulta com um optometrista ou um oftalmologista.
•    Em caso de uma pessoa idosa com cegueira repentina de um olho, marque uma consulta com um oftalmologista ou com um médico de doenças internas imediatamente.
•    Em caso de dor ocular ou auréolas ao redor dos olhos, marque uma consulta com um oftalmologista.
•    Em caso de perda gradual da acuidade visual em um adulto que use óculos, marque uma consulta com um oftalmologista ou com um optometrista.
•    Em caso de uma pessoa jovem e saudável com cegueira repentina em ambos os olhos, marque uma consulta com um médico de doenças internas ou com um oftalmologista imediatamente.
•    Em caso de uma pessoa idosa com embaçamento gradual da visão, que não melhora mesmo com aproximação ou distância, marque uma consulta com um oftalmologista.
•    Em caso de uma pessoa idosa que veja bem de longe e não tão bem de perto, marque uma consulta com um optometrista ou com um oftalmologista.
•    Em caso de alterações da visão que ocorram quando a pessoa estiver sob medicação, marque uma consulta com o médico que receitou aquela medicação.
•    Em caso de visão reduzida em um olho, tendo uma “sombra” no campo visual, marque uma consulta com um oftalmologista imediatamente.

O que esperar numa consulta:

Será obtida a história clínica e realizado um exame físico.
A documentação detalhada da história clínica poderá incluir as seguintes perguntas:

•    evolução
◦    quando começou?
◦    começou de forma gradual ou repentina?
◦    só acontece às vezes? Com que frequência?
◦    quanto tempo dura?
◦    quando acontece? À noite? De manhã?

•    características
◦    a visão está embaçada ou está duplicada?
◦    há pontos cegos?
◦    há áreas que parecem escuras e sem visão?
◦    há falta de visão lateral?
◦    há auréolas (círculos de luz) ao redor de objetos brilhantes ou de luzes?
◦    notam-se luzes a piscar ou em ziguezague?
◦    há muita sensibilidade à luz?
◦    objectos imóveis parecem estar a mover-se?
◦    as cores desapareceram?
◦    é difícil diferenciar as cores?
◦    há dor?
◦    há drenagem do(s) olho(s)?
◦    há estrabismo?
◦    há um “desvio” em um dos olhos? Em ambos?

•    localização
◦    o problema se manifesta em um ou em ambos os olhos?

•    factores agravantes
◦    houve manifestação de um (ou mais) dos problemas abaixo nas últimas semanas ou nos últimos meses?
▪    lesão
▪    infecção
▪    aumento do stress
▪    ansiedade
▪    depressão
▪    fadiga
▪    dor de cabeça
▪    exposição ao pólen, ao vento, à luz do sol ou a agentes químicos
▪    uso de sabonetes, loções ou produtos cosméticos

•    factores atenuantes
◦    a visão melhora após um descanso?
◦    a visão melhora com o uso de lentes correctivas?

•    outros
◦    quais outros sintomas também estão presentes?
▪    vermelhidão
▪    inchaço
▪    hematoma
▪    dor de cabeça
▪    dor
▪    prurido
▪    sensação de que há algo no olho
▪    aumento do lacrimejamento
▪    lacrimejamento reduzido

•    outras informações importantes
◦    que medicações estão a ser tomadas?
◦    há uma história de diabetes na família?
◦    houve alguma lesão cefálica antes deste problema?
◦    a pessoa tem alergias?
◦    tem havido perda de cílios?

No exame físico estará incluído um exame do olho. Avalia-se a visão, os movimentos dos olhos, as pupilas, o fundo do olho e a pressão ocular, quando indicado. Um exame médico geral será realizado caso haja necessidade.
Os exames que podem ser realizados para o diagnóstico incluem:
•    exame com lâmpada de fenda
•    exame de refração
•    tonometria

Intervenção: 
Recomenda-se a cirurgia em alguns casos (como catarata ou problemas musculares). Pessoas diabéticas devem controlar os níveis de açúcar no sangue. Outros tipos de tratamento vão depender da respectiva causa.

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