“Familia Saúde” – Combate à obstipação

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 A obstipação (fezes duras ou infrequentes ou dificuldade de evacuação) é um termo relativo, porque existe uma grande variação no que se considera um padrão normal de evacuação. Enquanto algumas pessoas saudáveis podem ter fezes consistentemente macias ou quase líquidas, outras podem ter fezes consistentemente duras, sem dificuldade de evacuar. Nem todas as pessoas evacuam diariamente, cada pessoa tem o seu próprio horário e quando sente necessidade deve procurar uma casa de banho e não alterar o seu ritmo.

Muitos são os portugueses que sofrem de obstipação, contudo é um assunto que não gostam de falar. Muitos afirmam que não frequentam casas de banho públicas e não libertam gases noutro local senão na sua privacidade. Assim, é constantemente reprimido o estímulo da evacuação, principalmente quando se está longe de casa.

Para piorar tudo isto vem a dieta desequilibrada, como alimentação pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos e falta de actividade física.

Assim recomendamos como orientações básicas para todas as idades:

  • Beba 6 a 8 copos de água por dia 
  • As fezes precisam ficar hidratadas para terem uma consistência boa para serem expelidas.
  • Evite excessos alimentares que prendem o intestino
  • Não coma em demasia batata, arroz branco, carnes, canela e banana.
  • Coma muita fibra
  • A fibra absorve a água que bebe, fazendo um bolo fecal elástico e suave para ser impulsionado pelo tubo digestivo, facilitando sua eliminação.
  • São excelentes fontes de fibras o trigo integral, o farelo, as folhas como alface, couve, espinafre e as verduras com talo como brócolos e couve-flor.
  • Outros legumes como tomate, beterraba, aspargos, beringela e aveia, são ricos em mucilagem e por isso ajudam a moldar as fezes.
  • Coma fruta
  • É sempre bom comer pelo menos uma a duas frutas que ajudam o intestino, todos os dias. São bons exemplos a ameixa e o mamão, mas há muitas outras como sejam: figo, uva, laranja, tangerina, damasco, pêssego, morango, nêspera, abacate, abacaxi e manga.
  • Não esqueça os lacticínios fermentados
  • Podem ser encontrados no iogurte natural ou em fórmulas farmacêuticas. Contêm lactobacilos próprios da flora intestinal. São bactérias que reduzem a formação de compostos tóxicos no intestino, além de estimularem os movimentos fisiológicos do mesmo que impulsionam as fezes.
  • Beba chás adequados
  • Existe uma grande variedade de chás que ajudam na digestão: cidreira, boldo, carqueja, alcachofra, malva, bardana e sabugueiro. Existem comercializadas algumas misturas adequadas para a obstipação, nestas é frequente encontrar o sene. Esta planta pode ser usada pontualmente para um episódio mais intenso de obstipação, mas não para o dia-a-dia, porque faz mal ao intestino.
  • Não consuma plantas sob a forma de chá, sem falar com o seu farmacêutico, pois também têm efeitos secundários.
  • Faça exercício físico diariamente de acordo com as suas capacidades.

Anabela Mascarenhas e Diana Silva

Leia mais: Obstipação

“Familia Saúde” – Diarreia

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A diarreia é definida por um aumento na frequência das dejecções ou diminuição da consistência das fezes.

Pode ser classificada como aguda (duração inferior a duas semanas) ou crónica (duração superior a 4 semanas).

A maioria dos episódios de diarreia aguda é devida a infecções gastrointestinais, geralmente auto-limitadas e facilmente tratadas. Na diarreia crónica, o diagnóstico diferencial é bastante mais vasto, sendo mais frequentes as causas não infecciosas, como a síndrome do intestino irritável, a doença inflamatória intestinal e as síndromes de má absorção.

A história clínica do doente é muito importante para determinar a causa da diarreia. Saber se o doente fez  alguma viagem recentemente, se esteve em contacto com pessoas doentes, se consumiu produtos lácteos não pasteurizados ou carne/peixe mal cozinhados (ex: gastroenterites por Salmonella ou Campylobacter), se tomou algum antibiótico recentemente ou se o doente tem alguma comorbilidade (como imunodepressão por infecção HIV) é importante para definir o melhor tratamento a prescrever. Por outro lado, a caracterização das fezes, nomeadamente a frequência das dejecções diárias, a presença de sangue, muco ou pus e os sintomas associados também são decisivos no diagnóstico.

As doenças diarreicas podem ser agrupadas em várias categorias consoante a sua etiologia:

  • Infecciosa – diarreia provocada por virus (exe:rotavírus, citomegalovírus, adenovírus, etc), bactérias (Shigella, Salmonella, E. coli, Staphylococcus aureus, etc), parasitas (Giardia lamblia, Cryptosporidium parvum, ocasionalmente infestação por lombriga ou ténia) e fungos (Candida albicans, tipica em indivíduos imunodeprimidos)
  • Tóxica – vulgarmente chamada de “intoxicação alimentar”. As toxinas podem ser produzidas em alimentos, à medida que as bactérias crescem. Essas toxinas são responsáveis pelos vómitos e diarreia associados. A toxina mais comum é uma enterotoxina, produzida porStaphylococcus sp.
  • Má absorção – diarreia provocada por uma digestão anormal de alguns alimentos, por exemplo a intolerância à lactose, doença celíaca, fibrose cística e má absorção de dissacarídeos.
  • Doença Inflamatória Intestinal – doenças inflamatórias do cólon e intestino delgado onde a diarreia é frequentemente acompanhada por  cólicas, dor abdominal, febre, sangue e muco visíveis nas fezes. As duas doenças representativas deste grupo são a doença de Crohn e a colite ulcerosa.
  • Imunodeficiência – doentes com o sistema imunitário deprimido têm uma maior probabilidade de sofrer infecções intestinais, nomeadamente doentes com imunodeficiência combinada grave, hipogamaglobulinemia, doença granulomatosa crónica e deficiência de IgA
  • Medicamentosa – várias classes de medicamentos podem provocar diarreia, nomeadamente antibióticos e medicamentos utilizados na quimioterapia

Tratamento

O tratamento mais importante da diarreia é assegurar a reposição de fluidos e electrólitos. A maioria dos casos de diarreia aguda é auto-limitada, sendo apenas necessário um tratamento sintomático com ingestão de líquidos (que contenham quantidades adequadas de água, açúcares e sais) e alteração da dieta (para diminuir a diarreia deve-se evitar alimentos ricos em gordura, produtos com cafeina e productos lacteos e derivados; para aumentar a consistência das fezes o consumo de arroz, bananas e massas pode ser benéfico)

Se o doente tiver náuseas ou vómitos, os líquidos devem ser ministrados em quantidades pequenas, mas muito frequentemente, por exemplo, a intervalos de 15 minutos. Se não houver náuseas ou vómitos, podem ser administrados volumes maiores de líquidos.

Para ajudar a prevenir a desidratação existem vários produtos com associações de sais para re-hidratação oral que pode utilizar, consoante a idade e a preferência do doente, como pós para dissolver em água, sumos e gelatinas.

Os fármacos antidiarreicos não sujeitos a receita médica (loperamida) devem ser utilizados com precaução. Apesar de terem uma acção rápida, pois diminuem o peristaltismo intestinal, podem piorar os sintomas no caso de diarreias tóxicas e infecciosas. Assim estes fármacos não devem ser utilizados em doentes com  diarreia sanguinolenta, febre ou distensão do cólon.

Prevenção

O risco de desenvolver as formas mais comuns de diarreia pode ser reduzido quando se utilizam bons hábitos de higiene, incluindo a lavagem das mãos e evitar alimentos, utensílios e outros objetos contaminados. As crianças devem aprender a não colocar objetos na boca. Recomenda-se a lavagem das mãos antes e depois de ir à casa de banho e antes das refeições.

A diarreia do viajante, típica de pessoas que viajam para países da América Latina, Ásia ou África, pode ser evitada tendo o máximo cuidado com os alimentos e líquidos que se consomem. Deve evitar bebidas com gelo e águas não engarrafadas. Os alimentos consumidos nessas áreas devem ser preparados imediatamente antes de servir, e deve evitar alimentos mal cozinhados.

Deve solicitar  assistência médica sempre que apresentar:

  • fezes negras ou com sangue ou se a dor abdominal for grave
  • houver sinais de desidratação, como pele seca, boca seca, fontanelas (moleira) deprimidas em bebés, ou turgor cutâneo anormal (quando a pele é pinçada suavemente, ela demora a voltar ao normal; ou a pele assemelha-se à massa de pão).
  • a diarreia persistir por mais de quatro dias
  • houver outros sintomas que possam indicar um problema mais grave como diarreia intensa (“explosiva”), diarreia sanguinolenta (hemorragia gastrointestinal), tenesmo (dor ao evacuar), febre alta ou febre com calafrios, grandes quantidades de muco nas fezes ou muco apenas, fezes flutuantes e desidratação

Anabela Mascarenhas e Ana Cabral

Leia mais: Diarreia

“Familia Saúde” – Alergias a picadas de insectos

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A alergia à picada de insecto, cientificamente chamada de estrófulo, gera sintomas como vermelhidão local, inchaço da área, intensa coceira e saída de um líquido fluido e transparente pelo local da picada.

As reacções provocadas após a picada, agrupam-se em dois tipos de acordo com o insecto em causa:

  • Por insectos sugadores ou hematófagos (mosquitos, pernilongos, borrachudos, mutucas e pulgas) que provocam reacções locais e geralmente autolimitadas.
  • Por insectos que injectam veneno (vespas, abelhas e formigas), os quais podem provocar reacções graves como anafilaxia. Esta é caracterizada por queda da pressão arterial e extrema dificuldade em respirar, devido ao edema de glote. Nestes casos, a reacção é muito rápida e o indivíduo deve ser levado para o hospital o mais rápido possível, pois existe o risco de morte por asfixia.

Ao ter alergia a algum destes insectos, o indivíduo tem cerca de 60% de hipótese de ter uma reacção alérgica igual ou pior se for picado uma outra vez.

As picadas de mosquito são as mais comuns entre nós. Normalmente os mosquitos picam nos braços, pescoço, nos ombros ou em qualquer área que se encontre exposta. Fazem-no numa só área e de forma dispersa, são picadas que causam coceira e inflamam um pouco, mas passados poucos minutos o desconforto diminui. São inofensivas na maior parte dos casos, mas em outros podem transmitir doenças como a Dengue ou a Malária (em países tropicais), por isso perante sintomas como a febre, fadiga e o mal-estar geral deve ir imediatamente ao médico.

Deve ficar atento à forma como evolui a picada de insecto. Se nota que a marca fica mais vermelha com o passar dos dias, lhe arde, pica demasiado ou está infectada, vá imediatamente ao médico. Se começar com mal-estar geral ou qualquer outro sintoma pouco habitual, deve também procurar o médico.

 

No caso da picada de abelha a dor é aguda quando esta acontece. A região da picada costumam ficar vermelha, arde e é desconfortável. Este tipo de picadas de insectos são delicadas devido a um grande número de pessoas alérgicas ao veneno das abelhas, se é o caso deve recorrer de imediato a ajuda médica.

As picadas das pulgas e dos percevejos são muito parecidas. Estes insectos também picam em fila, fazem duas ou três marcas e continuam avançando para continuarem a chupar o sangue. Este tipo de picadas ocorre com frequência nos tornozelos e pés, embora se estivermos num sítio infestado de pulgas, estas podem ocorrer em qualquer parte do corpo. São picadas parecidas às de um mosquito um pouco maiores e que envermelhecem com muita facilidade e causam grande comichão. Deve proceder segundo orientação do seu médico ou farmacêutico.

As carraças que se encontram de forma abundante nos bosques, campos e espaços abertos, aproximam-se dos humanos normalmente através dos animais de estimação. Podem ser muito pequenos mas à medida que se vão enchendo de sangue aumentam de tamanho. Estes enterram a sua cabeça na pele para comer, causando dor, comichão e desconforto onde se instalam. Ao removê-los é importante que se certifique que a cabeça não ficou presa na derme, a sua picada também não passa despercebida originando pequenas feridas na maior parte dos casos, podendo resultar em febre. A picada de carraça deve passar sempre por ida ao hospital.


Tratamento para alergia à picada de insecto

Para o tratamento da alergia à picada de insecto, recomenda-se passar de imediato gelo no local durante dez minutos. O gelo vai promover uma vasoconstrição e diminuir a inflamação. Depois deve aplicar cremes apropriados para cada caso ou mesmo a toma de anti-histamínicos, aconselhados pelo seu farmacêutico. Deve evitar coçar a área, pois pode agravar o quadro e gerar uma infecção secundária, que só poderá tratar-se com antibiótico, após consulta médica.

Se, ao ser picado por um insecto, a área ficar cada vez mais inchada, recomenda-se ir ao médico e, se possível, com o insecto que o picou, para que este seja identificado. Isto é importante, pois, se for o caso de uma picada de abelha, por exemplo, é preciso retirar o ferrão deixado por ela para que a ferida seja curada. Recomenda-se proteger do sol o local da picada, particularmente após a aplicação de cremes com corticosteróides.

O maior número de casos de alergias a picadas, em Portugal acontece no verão, já que os insectos aparecem em maior quantidade em regiões quentes e húmidas. Na Figueira da Foz, os campos de arroz, têm uma elevada prevalência de mosquitos. Esses insectos são atraídos ou repelidos pelo odor da pele.

O diagnóstico é clínico e as lesões apresentam um aspecto característico. Inicialmente estas lesões têm 3 a 10 milímetros formando uma circunferência com uma saliência avermelhada, com um ponto central hemorrágico (avermelhado) em número de cinco ou seis, posteriormente é substituído por uma bolha pequena de conteúdo líquido. Esta gota rompe espontaneamente ou após coçar e forma uma crosta. Essa evolução acontece normalmente em oito dias.

Às vezes acontece uma infecção secundária no local. Esta infecção pode vir da coçadura da lesão ou das fezes do insecto, que quando sugam podem também evacuar. Após a queda da crosta, podem aparecer manchas no local (mais claras ou mais escuras). Uma única picada pode originar múltiplas lesões por disseminação sanguínea dos agentes inflamatórios.

O estrófulo localiza-se especialmente em braços, pernas, cintura, abdómen, região glútea e dorso. É menos comum em face e órgãos genitais. Não são encontrados em regiões axilares. As lesões provocadas pela picada de insecto causam muita coceira, mais a noite. O estrófulo tende a desaparecer com a idade, mas pode manter se por três ou quatro anos seguidos.

As reacções a picadas de insectos envolvem mecanismos imunológicos e não imunológicos, com participação de um anticorpo chamado IgE (imunoglobulina E) nas reacções imediatas e um anticorpo chamado IgG (imunoglobulina G) nas reacções semitardias e tardias. A liberação de mediadores explica a coceira e o inchaço na reacção imediata e a atracção de células inflamatórias justifica a formação de uma reacção tardia.

Os surtos de picada de insecto surgem com frequência após um final de semana na praia ou passeio no campo ou visita à casa de parentes com cachorros ou gatos (presença de pulgas).

Prevenção

Podem ser estabelecidas medidas preventivas em relação aos insectos e às pessoas. Em relação aos insectos é interessante eliminar depósitos de água parada, onde são depositados ovos de insectos, na casa e nas suas proximidades. Devem usar insecticidas nos ralos para proteger os ambientes, aplicar insecticidas e repelentes de insectos nas residências, calafetar ainda janelas e portas. Colocar telas nas janelas e cortinados nos quartos é recomendável. Devem afastar os cães e gatos e se não for possível, mantê-los limpos e livres de pulgas, usando desparasitantes apropriados.

Em relação às pessoas, podem usar roupas protectoras e repelentes de insectos. Estes repelentes existem sob a forma de bisnaga, roll-on, spray, selos e pulseiras.

Fala-se em tomar vitamina B1, que ao ser eliminada pela pele produz um odor repelente. Convém manter ainda as unhas curtas e aparadas para evitar a infecção secundária.

Anabela Mascarenhas e Rita Fernandes

 

Leia mais: Anafilaxia | Alergias

“Familia Saúde” – Os inimigos das cabeças das nossas crianças (piolhos)

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Como são?

Existem piolhos machos e fêmeas, têm 6 patas que servem para se fixarem nos cabelos, nas zonas mais quentes da cabeça, como a nuca e o pescoço. Quando picam, injectam uma substância que provoca prurido (comichão) e lesões papulosas.

Como se reproduzem?

Através das lêndeas (ovos).Um piolho fêmea vive cerca de 40 dias e põe até 10 ovos por dia e de um só piolho podem resultar em média 250 a 350 lêndeas.

Como se transmitem?

Pelo contacto cabeça a cabeça e partilha de escovas, pentes e chapéus. Através do contacto com

“Familia Saúde” – Regras para uma alimentação saudável

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Uma alimentação saudável engloba necessariamente variedade nos alimentos, não é sinónimo de pratos sem sabor ou de refeições rotineiras. Com esta variedade, teremos acesso a todos os nutrientes que o nosso corpo necessita.

Lembrem-se que uma alimentação equilibrada deve ser constituída maioritariamente por hidratos de carbono (até 65% do total de calorias ingeridas) e por quantidades menores de gordura e proteínas (cada uma não deve ultrapassar os 35% do total calórico diário).

Cozinhar de forma saudável é fácil, para isso basta que se aposte em alimentos cozidos, grelhados ou assados no forno ou então cozinhados a vapor ou escalfados. Nenhuma destas formas de cozinhar necessita de adição de gordura na sua confecção. Devemos evitar os fritos, devido ao excesso de gorduras.

As nossas refeições devem ser planeadas atempadamente, sempre que possível. Podemos, por exemplo, fazer menus semanais, assim não se terá a tentação de comer alimentos pré-cozinhados, geralmente pouco saudáveis.

Mastigar lentamente todos os alimentos e pousar os talheres, enquanto se come, é fundamental, pois melhora o processo digestivo e dá tempo ao cérebro de receber a informação de saciedade.

Assim, colocamos o essencial em 10 regras:

1. Coma, no mínimo, cinco refeições por dia. Ficar muitas horas sem comer costuma dar mau resultado. Tome sempre o pequeno-almoço. Se estiver muito tempo em jejum, na refeição seguinte irá comer mais e terá tendência para seleccionar alimentos menos saudáveis.

2. Quantidades moderadas. Reduza a quantidade das porções ingeridas, pois comer em demasia pode originar obesidade e esta trazer consigo outras doenças.

3. Dê preferência aos vegetais e à fruta. São ricos em nutrientes essenciais para o organismo, como sejam as fibras, vitaminas e minerais, e não fornecem muitas calorias, visto serem pobres em gordura e em açúcar. Recomenda-se a ingestão de três a cinco porções por dia. Coma sopa antes do prato principal.

4. Prefira as gorduras insaturadas, como o azeite e as que estão presentes no peixe e nos frutos secos, uma vez que estas têm propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

As gorduras saturadas, que existem sobretudo nos enchidos e na carne vermelha, estão relacionadas com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e também de alguns tipos de cancro. As gorduras vegetais hidrogenadas ou trans, presentes nas margarinas, nas bolachas e nos fritos, também devem ser evitadas.

5. Escolha lacticínios com menos gordura, reduzindo assim a ingestão de gorduras e ingerindo a mesma quantidade de cálcio. Se tiver flatulência ou intolerância à lactose, escolha lacticínios sem lactose ou em quantidade reduzida.

6. Opte pelas carnes brancas. O peru e o frango têm menor teor de gordura que as carnes vermelhas, como a carne de vaca. Quando estiver a comer retire qualquer gordura que esteja visível.

7. Ingira peixe branco e azul. São ricos em ácidos gordos essenciais (ómega 3), que diminuem os níveis elevados de colesterol e são fundamentais ao bom funcionamento do cérebro. O salmão, a sardinha e o atum são uma excelente alternativa.

8. Opte pelos cereais integrais. O pão, massa, arroz e cereais têm mais fibra. Esta faz com que sejam digeridos de forma lenta pelo organismo e induz a saciedade, melhorando o trânsito intestinal e evitando a obstipação.

9. Substitua as bebidas gaseificadas e bebidas alcoólicas pela água, sumos naturais ou chá, mas sempre sem adicionar açúcar. Assim, ingere menos calorias.

Lembre-se que o açúcar, nutriente no qual são ricas as bebidas com gás e os doces, provoca picos altos de glicemia e o aumento de secreção de insulina e transforma-se rapidamente em gordura no organismo.

10. Reduza a quantidade de sal que usa para temperar a comida e evite refeições pré-cozinhadas, muito ricas em sódio e, também, em gordura. A OMS recomenda que não se ingira mais de 5 g por dia.

O sal está associado à hipertensão e, consequentemente, às doenças cardiovasculares, para além de provocar a retenção de líquidos, pelo que o seu consumo deve ser moderado.

Anabela Mascarenhas e Nélio Oliveira

Leia mais: Alimentação Excessiva

“Familia Saúde” – Pés Saudáveis

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Pés Saudáveis

No passado dia 25, fizemos um rastreio sobre pés saudáveis, onde cuidámos e ensinámos aos nossos utentes os cuidados a ter com os mesmos. Os pés são propensos a micoses, desidratação, calosidades e verrugas. Estes problemas podem ser tratados facilmente quando detectados atempadamente.

Assim e no seguimento deste rastreio, vamos criar um serviço na farmácia, para o ajudarmos a ter pés mais saudáveis e mais bonitos… queremos que os seus pés fiquem macios e inteiros (no caso dos utentes com diabetes).

Sabia que os pés são formados por 26 ossos, 114 ligamentos, 20 músculos e têm a responsabilidade de sustentarem o seu corpo?

Mesmo com essa importante função, os pés ficam muitas vezes fora da nossa atenção diária. Contudo, não podemos esquecer que é uma das áreas que mais acumula tensão pois precisa enfrentar os saltos, sapatos de bico fino e apertados. No final do dia, o resultado é imediato: dores, bolhas, calos e unhas encravadas.

Assim recomendamos:

Limpar e secar bem os pés: Depois do banho, secar bem os pés, não esquecendo os espaços entre os dedos.

Cortar as unhas em formato quadrado: Corte em ângulo recto, evita que as unhas fiquem encravadas.

Aprender quando e como escolher os sapatos: A regra básica é o conforto, ou seja, nem apertado, nem largo. O pé não pode ficar espremido, mas distribuído de forma harmoniosa. Convém escolher um modelo no fim da tarde, quando os pés geralmente estão um pouco inchados. As palmilhas e as solas devem ser macias, com sistema antiderrapante e formato que não aperte os dedos em cima e lateralmente.

Guardar os sapatos: É recomendável que sejam colocados numa zona ventilada e onde apanhem sol, antes de serem guardados nos armários.

Anabela Mascarenhas e Paulo Silva

Leia mais: Unhas Dor no Pé

“Familia Saúde” – Proteção Solar

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Em tempos de praia: 10 cuidados a ter com ao sol

1. Não devem estar ao sol entre as 12h e as 16h. Devem também evitar das 11h-12h e das 16h-17h.

2. Para além de colocarem protector solar, não se esquecer de usar: óculos, t-shirt e chapéu.

3. O protector deve ser adequado ao tipo de pele, em caso de dúvida consulte o seu farmacêutico.

 4. Devem aplicar o protector solar 30 minutos antes de saírem de casa.

 5. Devem colocar protector solar de 2 em 2 horas e depois de cada ida ao mar.

 6. Devem aplicar quantidades adequadas de protector solar, assim estarão melhor protegidos.

 7. Devem insistir nos ombros, no rosto, no nariz, nas orelhas e na nuca. Não podem esquecer os pés. A protecção e a hidratação dos lábios também é importante.

 8. Mesmo que estejam debaixo do chapéu, devem proteger-te da mesma forma.

 9. Devem ter cuidado com o sol e beber muita água, porque o sol desidrata o corpo.

10. Devem refrescar-se durante o dia, podendo utilizar topicamente água termal. No final do dia depois do banho, devem aplicar um hidratante em todo o corpo.

Nota final – Recomendações para todos os que andam ao sol, na praia, no campo ou em qualquer outro lugar.

Anabela Mascarenhas, Tânia Claro

“Familia Saúde” – Beba água

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A importância da Hidratação

Vantagens de estar hidratado:

1 Água emagrece

Um copo de água 30 minutos antes do almoço e do jantar ajuda a diminuir a sensação de fome;

2 Controla a temperatura

Durante os exercícios físicos ou quando faz muito calor, a água libertada pela transpiração reduz a temperatura do corpo.

3 Torna a pele, cabelo e unhas mais bonitos

Quando a pele está hidratada, o volume de sangue aumenta. As vitaminas e os minerais chegam mais rápido à pele, ao cabelo e às unhas, ficando estes mais saudáveis

4 Diminui o inchaço

Com mais água em circulação, o organismo não retém muito sódio, responsável pelo inchaço

5 Previne a celulite

As toxinas são expulsas do organismo pelo suor e pela urina. Com a ingestão diária de água, a circulação sanguínea melhora tal como a eliminação de toxinas,

6 Melhora a absorção de nutrientes

Uma boa hidratação garante o volume ideal de sangue para transportar os nutrientes (como a glicose e as vitaminas).

7 Reduz infecções

A água presente no sangue facilita o transporte de minerais como o ferro, que fortalece as defesas do organismo

Corpo

Cerca de 70% do nosso corpo é água: as células, o espaço extra-celular, o sangue..

A água ajuda a transportar os nutrientes até às células

A água é o principal veiculo de eliminação de toxinas através da urina

A água ajuda a controlar a temperatura corporal através do suor

Na prática de desporto, a água ajuda a retirar o ácido láctico, que causa a sensação de dor e fadiga, dos músculos.

A água tem um efeito saciante e ajuda a diminuir a sensação de fome.

 

Deve beber-se pelo menos 1,5L de água por dia.

Na alimentação existem boas fontes de água: frutas, vegetais e sopa


Pele

 Numa pele hidratada o renovamento celular é mais eficiente e a pele fica mais luminosa;

Numa pele hidratada as células são mais saudáveis e diminui a escamação da pele seca por causa dos agentes atmosféricos e poluentes;

Numa pele hidratada a barreira cutânea está reforçada e há uma melhor resposta à exposição solar.

Uma boa hidratação está ligada a uma melhoria na circulação sanguínea – pele mais luminosa e sã;

Uma hidratação profunda da pele previne o aparecimento de rugas

 

Principalmente no verão, em que o número de banhos aumenta, a barreira cutânea fica mais fragilizada e aumenta a perda de água – desidratação.

Existem produtos específicos que ajudam a restabelecer a barreira cutânea, prevenir a perda de água e manter a hidratação.