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“Família Saúde” – Tatuagens… Cuidados a ter.

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Uma tatuagem consiste numa quebra da barreira da pele, devido à introdução de pigmentos e corantes através de uma agulha. A aplicação da tinta faz-se geralmente na papila dérmica, localizada após a epiderme, a camada superior da pele. Portanto, a tatuagem pode, sim, apresentar um risco de transmissão de doenças virais (Hepatite B e C e SIDA) e bacterianas (estafilococos, estreptococos). Além disso, a tatuagem pode provocar reacções alérgicas como inflamações crónicas (vermelhidão, inchaço) ou um eczema ligado ao contacto com o pigmento. Ou seja, nem todos podem fazer tatuagens. Mulheres grávidas, hemofílicos ou pessoas alérgicas às substâncias utilizadas durante a tatuagem (pigmentos, tintas, metais, látex) não podem, em princípio, recorrer a esta prática.

Para reduzir o risco da disseminação de doenças veiculadas pelo sangue e por bactérias, os tatuadores devem utilizar sempre equipamentos esterilizados, agulhas novas, luvas e máscaras descartáveis. Também devem abrir novos recipientes de tinta para cada tatuagem – nenhum destes equipamentos deve ser reutilizado ou compartilhado, em nenhuma circunstância. Os equipamentos feitos e usados de forma artesanal e que não sejam esterilizáveis, podem ser perigosos.

É ainda importante estar consciente de que uma tatuagem é definitiva e não desaparece com o tempo.

Aconselha-se ainda que se deve visitar as lojas antes de fazer uma tatuagem, e fazer perguntas aos tatuadores quanto à esterilização e a segurança dos equipamentos.

Outro cuidado que não pode jamais ser esquecido: nos primeiros dias, a tatuagem é uma ferida aberta que precisa ser adequadamente tratada. O tempo de cicatrização depende da pessoa e do tamanho da tatuagem. Em geral, são necessárias duas semanas. Durante este período, deve:

  • Manter o penso ou a película, no mínimo, durante 5 horas. Depois de retirar, deixe a zona a descoberto para secar;
  • Lavar duas ou três vezes por dia com um anti séptico ou com água e sabonete suave e secar com compressa esterilizada, sem esfregar;
  • Depois de seca, aplique um creme adequado e cicatrizante sobre a tatuagem;
  • Não tocar, esfregar ou raspar a área. Se formar crosta, não a arranque. Se o fizer, além de interromper a cicatrização, corre o risco de danificar a tatuagem ou pior ainda, pode infectar;
  • Evitar a exposição ao sol/solário, não tomar banho no mar ou na piscina, nem fazer sauna ou banhos de imersão;
  • Usar roupa leve e relativamente larga. Se tatuou as pernas não deve usar meias sobre as mesmas.

Qualquer dúvida sobre a ferida ou a sua cicatrização, esclareça-se com o seu farmacêutico.

 

 Anabela Mascarenhas e Ana Paula Santos

“Família Saúde” – Desnutrição nos idosos

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Cerca de 30% dos idosos portugueses sofrem de desnutrição, de acordo com dados recolhidos pela Associação Portuguesa de Dietistas.

Segundo a associação, a principal causa de desnutrição é a redução do apetite, que podem ser motivados por incapacidades físicas, solidão, morte do companheiro, depressão, isolamento ou pobreza.

A mesma associação refere que foram recentemente desenvolvidas algumas investigações em Coimbra, Guarda e Aveiro que apontaram que cerca de 50% dos idosos estavam em desnutrição.

Deve-se ter cuidado com a perda do paladar e olfacto que também ocorre, pois diminuem o apetite e podem tornar-se um factor de risco para desnutrição.

Há uma perda de músculo relacionada à idade, o que contribui para diminuição da força muscular, alterações do modo de andar e equilíbrio, e risco aumentado de doenças crónicas.

Desnutrição é assim causada pela falta de ingestão ou absorção de nutrientes. Ou seja, ter uma alimentação em quantidade ou qualidade insuficiente em calorias e nutrientes. Existem casos muito graves, cujas consequências podem chegar a ser irreversíveis, mesmo que a pessoa continue com vida. Entretanto, a desnutrição pode ser leve e traduzir-se, sem qualquer registro de sintomas, numa dieta inadequada.

A falta de acesso a alimentos com alto valor nutritivo, fracos hábitos alimentares e ainda a falta de informação sobre o valor nutricional dos alimentos levam à desnutrição. Outros factores determinantes podem ser infecções frequentes ou persistentes, como diarreia e pneumonia.   Podem ainda resultar de parasitoses, cancro, anorexia, alergia ou intolerância alimentar, digestão e absorção deficiente de nutrientes.

Os nutrientes com maiores índices de deficiência nos desnutridos são:

  • Ácidos gordos essenciais
  • Arginina
  • Cálcio
  • Vitamina A
  • Vitamina C
  • Vitamina D
  • Vitamina E
  • Zinco

Em todas as idades precisamos de vários nutrientes para nos mantermos saudáveis. Assim é necessária uma dieta equilibrada, consumindo regularmente alimentos de todos os grupos alimentares.

Os adultos mais velhos nem sempre incluem frutas, hortaliças e lacticínios adequados, o que pode afectar seu estado nutricional. O uso de suplementos orais comerciais ou de sondas alimentares podem ajudar a atingir as necessidades maiores de nutrientes, se necessário.

Uma dica importante é consumir refeições e lanches coloridos, visualmente apetitosos, saborosos e de consistência apropriada a cada idoso. Quatro ou cinco refeições menores são mais bem toleradas do que somente as três refeições principais. A ingestão de carnes é fundamental e deve ser prioritário o consumo de hidratos de carbono que possuem mais fibras, como feijão, lentilha, grão-de- bico, grãos integrais e frutas. Cuidado com as gorduras, prepare as refeições com pouco óleo, sem fritos. O azeite pode ser moderado!

A desidratação é mais comum do que se pensa nos adultos mais velhos, causando sintomas como obstipação, dor de cabeça, sede, boca e pele secas, tonturas, entre outros. Logo, não podemos esquecer a água, já que os idosos precisam de hidratação constante.

Os vários profissionais de saúde devem estar atentos e intervir para evitar a desnutrição, reduzindo assim o agravamento de muitas patologias, prevenindo assim o internamento de muitos idosos.

 

 Anabela Mascarenhas e Nélio Oliveira

“Família Saúde” – Menopausa – uma nova etapa na vida da mulher… (sem vida sexual?…)

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A menopausa é uma importante etapa na vida da mulher. Coincidem alterações físicas e psíquicas próprias da faixa etária que se aliam a marcantes mudanças de índole familiar e social, aos quais nem sempre é fácil adaptar-se. É necessário pois, que as mulheres estejam informadas sobre as alternativas terapêuticas que existem e como podem cuidar-se para melhor ultrapassar essa fase.

O termo menopausa é derivado das palavras gregas men (mês) e pausis (pausa, cessação), sendo este utilizado para definir a data da última menstruação da Mulher, em consequência da falência ovárica definitiva. Embora a menopausa seja facilmente identificável, observa-se alterações significativas no organismo da mulher antes e após a cessação definitiva da menstruação: irregularidades menstruais, calores, afrontamentos, transpiração noturna, alterações do humor e do sono, entre outros. Este período em que se verifica um declínio progressivo da função ovárica denomina-se climatério e compreende três fases:

  • Pré-menopausa – todo o período de tempo entre o começo da falência ovárica (início dos sintomas) até à menopausa;
  • Perimenopausa – fase que engloba a pré-menopausa até um ano após a menopausa;
  • Pós-menopausa – período que se segue após a última menstruação.

Estima-se que a menopausa ocorra aproximadamente entre os 45 e os 55 anos. Como a tendência da esperança média de vida da mulher moderna está a aumentar, torna-se pertinente abordar e estudar mais este tema, pois as mulheres passam cada vez mais uma parte considerável da sua vida na pós-menopausa.

A queixa principal de cerca de 60 a 80% das mulheres em menopausa relaciona-se com os “calores, fogachos, afrontamentos” que surgem espontaneamente de um calor intenso que avança do tórax até ao pescoço e face, acompanhado de ansiedade, irritabilidade e aumento da frequência cardíaca e que se segue em poucos minutos de suores frios. Com a ausência dos estrogénios surgem ainda alterações a nível do sono, humor e memória, sendo os sintomas mais prevalentes a irritabilidade, choro fácil, ansiedade, humor depressivo, falta de energia, motivação e concentração. A diminuição de estrogénios causa uma perda progressiva do colagénio cutâneo, causando uma diminuição da tonicidade a nível da pele, com um aparecimento acelerado das vulgares rugas.

O desconforto urinário e a secura vaginal também são uma consequência desta alteração fisiológica, sintomas que interferem na actividade sexual da mulher e são os responsáveis pela diminuição da líbido e auto-estima, afectando o relacionamento com o parceiro.

Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. Usam a menopausa como escudo para não precisarem mais de “servir” os seus parceiros sem obtenção de prazer. Já outras mulheres experimentam uma melhoria da vida sexual e do seu desejo com a falta do ciclo menstrual, pois não precisam mais de temer a gravidez indesejada e também não têm filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito a sua atenção ao longo do dia. Logo, é uma questão na qual o peso cultural tem grande influência.

Com a perda da produção de algumas hormonas na menopausa, a mulher fica com menos lubrificação vaginal, devendo ter maior cuidado durante o acto sexual. Quando a vagina fica seca, o atrito do pénis pode machucá-los aos dois, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável. Outro fenómeno que ocorre é a perda da gordura localizada nos grandes lábios, fazendo com que a vagina diminua de tamanho e esteja mais propensa a sofrer dor no coito.

A carência estrogénica traduz-se por um aumento precoce da incidência de osteoporose, com uma diminuição acentuada da densidade mineral óssea.

O factor que mais influencia este aumento de peso na menopausa é a falta de exercício físico, mas uma dieta saudável e pouco calórica ajuda igualmente no controlo do ganho da massa adiposa.

Com todas estas alterações fisiológicas e corporais que tanto afectam o bem-estar e qualidade de vida das mulheres, tornou-se urgente solucionar estes problemas com terapias seguras e eficazes.

A Terapia Hormonal de Substituição (THS) refere-se à toma de suplementos hormonais pelas mulheres durante a menopausa com o objectivo de minimizar os efeitos e sintomas relacionados com o défice de estrogénios e progesterona no organismo.

Os fitoestrogénios são compostos derivados de espécies vegetais, com alguma actividade estrogénio-like. Dentro deste grupo de compostos encontram-se as isoflavonas.

As isoflavonas são encontradas em quantidades consideráveis na soja (Glycine max) e em plantas como a Red Clover (“Trevo Vermelho” – Trifolium pratense) e Black Cohosh (“Acteia” ou “Erva de São-Cristovão” – Cimicifuga racemosa), mas devem ser ingeridas na quantidade e qualidade certas.

 

 Anabela Mascarenhas e Ana Rita Fernandes

“Família Saúde” – Gastroenterite

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A gastroenterite é uma inflamação aguda no sistema gastrointestinal. O problema é mais comum quando há grandes variações de temperatura e em locais sem tratamento de água.

A gastroenterite pode ser provocada por vírus, bactérias e parasitas, que podem ser transmitidos pelo ar, pelo contacto de mãos, pela boca e por intoxicação alimentar. Uma das bactérias mais comuns é a Salmonella, encontrada em frangos e ovos crus.

Alimentos conservados com pouca higiene e sem refrigeração adequada podem favorecer o crescimento de microrganismos que causam a gastroenterite.

Os sintomas mais comuns da gastroenterite são:

  • Febre
  • Enjoo
  • Diarreia
  • Vómitos
  • Dores abdominais
  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Desidratação.

A hidratação é fundamental, assim é importante beber bastantes líquidos como, por exemplo, caldos de arroz ou sumos enriquecidos com minerais. É importante saber se é necessário consultar um médico ou não. Quando se trata de bébés é sempre aconselhado consultar um médico para limitar qualquer risco de desidratação.

Em crianças maiores e adultos, uma gastroenterite viral (por ex. após uma epidemia de Rotavírus) pode de forma geral ser curada por automedicação, ajudando a toma de lactobacilos.

As pessoas com desidratação em grau moderado a grave também podem precisar de tratamento intravenoso para repor líquidos no organismo, devendo assim recorrer ao Hospital.

Se for causada por vírus, a gastroenterite pode passar sozinha e o tratamento serve apenas para amenizar sintomas e repor a perda de líquidos. O mesmo acontece em alguns tipos de bactérias. Dependendo do tipo de bactéria, pode ser necessário tomar antibióticos ou outros medicamentos.

Os medicamentos que combatem a diarreia só podem ser tomados com orientação clinica. Pode ser perigoso parar uma diarreia acompanhada de febre.

No caso de dúvidas sobre que caminho deve seguir, procure o seu farmacêutico.

 

 

Anabela Mascarenhas e Nélio Oliveira

“Família Saúde” – 10 Cuidados a ter na Osteoporose

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 Os ossos são a estrutura de sustentação do nosso organismo, também são fonte de cálcio, mineral necessário para a execução de diversas funções fisiológicas como os batimentos cardíacos e a força muscular. É uma estrutura viva e em constante renovação. Osteoporose, é uma doença que se caracteriza pela diminuição da massa óssea, com o desenvolvimento de ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fracturas.

Existem dez factos importantes a saber sobre a Osteoporose:

1 – A osteoporose é uma doença silenciosa. Raramente apresenta sintomas antes de alguma consequência mais grave, como seja uma fractura óssea. Devem ser feitos exames preventivos, para que ela seja diagnosticada a tempo de se evitarem fracturas.

2 – Os nossos ossos recebem forte influência dos estrogénios (hormonas femininas), que também está presente nos homens, só que em menor quantidade. Esta hormona ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea. Por este motivo, as mulheres são as mais atingidas pela doença, uma vez que, com a entrada na menopausa, os níveis de estrogénio caem bruscamente. Com esta descida de valores, os ossos começam a descalcificar e tornarem-se mais frágeis. Estatisticamente, a osteoporose afecta um homem em cada quatro mulheres.

3 – Já em 2012 se dizia que 800 mil portugueses sofriam de osteoporose. Uma em cada quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolve a doença. São imensas as fracturas que resultam desta doença.

4 – Os ossos mais atingidos pela osteoporose são o fémur (coxa), as vértebras (coluna), o rádio (punho) e o úmero (braço).

5 – Muita dor nas costas e diminuição de estatura podem ser sinal de fracturas vertebrais da osteoporose. Preste atenção!

6 – Possuem maior risco para desenvolver osteoporose pessoas com mais de 65 anos, mulheres que tiveram menopausa precoce (antes dos 40 anos), pessoas com história de fracturas na família, fumadores, pessoas que utilizaram corticóides por longo tempo, e aquelas que já tiveram fracturas na idade adulta.

7 – O diagnóstico precoce da osteoporose é feito através da Densitometria Óssea. Este exame está indicado para todas as mulheres a partir de 65 anos e para todos homens com 70 anos ou mais. Além disto, todas as mulheres na menopausa e todos homens com mais de 50 anos que possuam um dos factores de risco descritos anteriormente devem realizar o exame para confirmar a presença da osteoporose.

8 – A prevenção da osteoporose deve iniciar-se na infância, através de uma alimentação saudável, com boa quantidade de alimentos ricos em cálcio (especialmente presente nos lacticínios e, em menor quantidade, nas verduras escuras, no feijão branco entre outros). Deve proporcionar-se às crianças e adolescentes a possibilidade de brincadeiras e actividades ao ar livre. Assim, vamos estimular o exercício físico que fortalece o esqueleto em crescimento, mas também possibilitar a exposição ao sol para que ocorra a produção Vitamina D.

9 – A Vitamina D é fundamental para a nossa saúde, em especial para o fortalecimento ósseo. Ela não está presente nos alimentos, temos que obtê-la através da exposição ao sol ou, quando isto não for possível, através de suplementos vitamínicos.

10 – Pode reduzir o risco de desenvolver Osteoporose. Assim é fundamental aderir a um programa de exercícios, aumentar a exposição ao sol, ingerir cálcio e, em grande parte das mulheres na menopausa, repor estrogénios. Estes precisam de ser estudados individualmente porque, se a reposição hormonal traz benefícios, também apresenta riscos.

 

 

Anabela Mascarenhas e Ana Rita Fernandes

“Família Saúde” – Necessidade de cálcio? A TV decide!…

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A necessidade de cálcio no nosso organismo é uma realidade e existe durante toda a nossa vida, embora varie com a idade, e a sua ausência pode causar uma série de problemas. A falta cálcio, pode levar à osteoporose, propensão a fracturas, além de outros sintomas não relacionados aos ossos.

Muitas são as pessoas que ingerem suplementos de cálcio além da alimentação por iniciativa própria ou aliciados frequentemente por programas de televisão.

O problema é que nem sempre a necessidade realmente existe, e o excesso de cálcio também pode ser uma ameaça em potencial. Os cientistas descobriram recentemente mais um risco para o cálcio em excesso: ataques cardíacos.

Os riscos para o coração não são os únicos malefícios desses comprimidos suplementares. Consumir cálcio em excesso pode causa problemas como anorexia, dificuldades cognitivas, depressão e fraqueza muscular, em menor escala. Mas os principais prejuízos são o risco de pedra no rim e na vesícula. Isto porque o cálcio ingerido através de suplementos é mais difícil de digerir.

O excesso de cálcio, leva à desidratação no organismo e formação de cristais, com o passar do tempo, esses cristais vão-se aglutinando e surgem os cálculos. Uma maneira prática de saber se está a faltar água no corpo é observar a cor da urina. Uma cor forte é sintoma de pouca água, enquanto uma urina clara indica nível de hidratação adequado.

Assim, quando consome cálcio em excesso pela alimentação dificilmente terá pedras no rim, porque o cálcio é digerido mais facilmente, mas basta um ou dois comprimidos além do necessário para que o cálcio se acumule nos rins e noutras partes do corpo, e formem as dolorosas pedrinhas. E agora temos também o risco de ataques cardíacos…

Contudo, pessoas que já tomam suplementos não devem retirá-los da dieta sem consultar o seu médico. Primeiro, porque a pessoa pode realmente precisar do cálcio suplementar e depois porque o seu médico pode através de exames complementares dosear o cálcio e a vitamina D, para esclarecer a verdadeira necessidade da suplementação. Se em excesso ele traz riscos ao coração, na ausência pode trazer problemas concretos aos ossos e ser uma porta de entrada para a osteoporose: assim, é necessário regular a quantidade ingerida. Além disso, retirar um suplemento de uma hora para outra pode desregular o organismo.

Dessa forma, o “desafio” dos idosos é evitar, ao mesmo tempo, a osteoporose e os problemas decorrentes do excesso de cálcio.

Se está a tomar suplementos por iniciativa própria, deve referi-los na sua consulta médica e na revisão de medicação na sua farmácia.

Estas recomendações, surgem depois de lermos os seguintes comentários, que partilham preocupações no facebook, da responsabilidade de uma farmacêutica, um médico e um utente:

Farmacêutica:

É vergonhosa a publicidade que fazem em relação ao suplemento alimentar calcitrim seja na rtp seja na sic. Desde quando um suplemento alimentar não tem contra-indicações ou efeitos secundários para ninguém? Ridículo! Já para não falar que usam o marketing de boca a boca da pior forma, usam depoimentos comprados, há dias uma sra dizia que tinha ido ao médico e que ele a tinha aconselhado um medicamento para o seu problema de ossos mas ela tinha ouvido o anúncio ao calcitrim e decidiu tomá-lo ao em vez do medicamento e que agora sentia-se muito melhor e que portanto aconselhava-o a toda a gente! Mas o que é esta senhora sabe para aconselhar? Só porque lhe fez bem a ela? Pior estamos a incentivar as pessoas a desrespeitar as prescrições médicas, essas sim fiáveis a troco de quê? De uma tal de Débora e Rui que são duas caras larocas e que papagueiam aquele blablá do costume. Aceitem conselhos sim, mas de um nutricionista, médico ou do farmacêutico!

Médico:

Sou médico e, após um doente me perguntar se podia tomar o Calcitrim, fiz uma pesquisa acerca deste produto e vim aqui parar. Antes de mais, os meus parabéns à farmacêutica pelo seu esforço em tentar informar as pessoas. Tudo o que afirmou está, basicamente, correcto. Em relação a algumas afirmações que por aqui li, devo dizer que: 1. Não é verdade que este (e outros) suplementos alimentares não possuam contra-indicações, que é diferente de efeitos secundários. 2. O Calcitrim é essencialmente cálcio (muito, mas mesmo muito), vit D (em doses também relativamente elevadas) e cartilagem de tubarão, cujo efeito suponho que se pretenda que seja o mesmo que o sulfato de condroitina e a glucosamina, para fortalecer a cartilagem das articulações. 3. Todos estes componentes (com excepção da cartilagem de tubarão…) podem ser encontrados noutros produtos, quer separados, quer em associação e são significativamente mais baratos; no entanto, fica de fora a questão da cartilagem de tubarão, cuja composição e, mais importante, cujo efeito, está por demonstrar (um pouco como a banha da cobra?…). 4. A quantidade elevada de cálcio e vit. D poderá ser adequada nalguns doentes, nomeadamente aqueles com osteoporose e deficit de vit D, mas noutros poderá levar a situações potencialmente prejudiciais: basta pensar na litíase renal (pedras nos rins) em doentes propensos a isso e na calcificação de artérias e de outros tecidos que está provado que pode acontecer em casos de excessiva concentração de cálcio no sangue. 5. O efeito do “toma, porque me fez bem” é uma característica cultural que irá sempre acontecer, mas que tenderá a diminuir quanto mais as pessoas forem esclarecidas e tiverem acesso a bons cuidados de saúde (pois…); tentar ir contra isto é tempo perdido. 6. Irá SEMPRE acontecer alguns casos de efeito placebo, em que pelo simples facto de uma pessoa saber que está a tomar um determinado fármaco/substância, se vai sentir melhor; não é por acaso que os bons estudos médicos comparam o fármaco a ser estudado ou contra outros fármacos, ou contra uma substância que os doentes desconhecem o que é e que não passa de amido (portanto, inofensivo e ineficaz), para reproduzir o efeito placebo. Dito isto, não posso recomendar o Calcitrin em termos gerais (seguramente não ao meu doente), mas em certos doentes não me oponho a que tomem por períodos determinados.

Utente:

Olá Cristina, o meu nome é …,sou da cidade de Gaia, e gosto muito de ver a Sra. apresentar o voçê na tv. Custa-me bastante ter de lhe dizer o seguinte; o anúncio publicitário sobre o calcitrin, não deve ser para todas as pessoas o tomarem, e dizem que não tem efeitos secundários? Pois eu tenho um familiar que é um pouco idoso, e que vive numa freguesia de Évora, que tomou o calcitrin e foi parar às urgências do hospital de Évora, queixava-se de muitas dores nos ossos e não se conseguia movimentar, devido a tomar esse calcitrin sem aconselhamento médico. Por isso pergunto novamente: Será que não tem mesmo efeitos secundários? ou é também devido á idade? A verdade é que depois de ser medicado no hospital e teve de ficar internado 1 dia para observações regressou a casa recuperado, não voltando a tomar esse tal calcitrin. Peço desculpa por ter de lhe dizer isto, mas de facto é meu familiar e uma pessoa que estimo bastante. Se a Sra quiser, posso lhe facultar o nº de telemóvel desse meu familiar e assim pode comprovar a minha preocupação com ele. Um bem haja para si e para o Manuel Goucha.

Anabela Mascarenhas e Ana Rita Fernandes

“Família Saúde” – Diabetes Mellitus

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A Diabetes Mellitus é uma doença que não tem cura, mas devidamente controlada permite que o doente tenha uma vida normal e saudável.

Segundo a APDP, estima-se que em Portugal existam 1.3 milhões de diabéticos dos quais 560.000 ainda não estão diagnosticados.

A doença deve-se a uma multiplicidade de fatores de risco, sejam eles não modificáveis (doenças, fatores genéticos) ou modificáveis (ambientais, sociais). O farmacêutico é, na maioria dos casos, o primeiro profissional de saúde que deteta sinais de alerta da diabetes mellitus, principalmente a tipo II e é nos fatores de risco modificáveis que o farmacêutico tem os conhecimentos e meios para intervir nomeadamente estilos de vida, alimentares e exercício físico. Podemos ainda intervir:

nos diabéticos diagnosticados:

  • ajudar a conhecer a doença
  • intervir no plano alimentar e possíveis interações dos alimentos com os medicamentos
  • motivar o doente para a prática de exercício físico adequado
  • educar para o autocontrolo e monitorização dos níveis de glicemia
  • promover a adesão á terapêutica e fazendo a revisão da mesma
  • alertar para os riscos de uma diabetes descontrolada
  • educar para a identificação dos sintomas de hipo e híper glicemias

nos diabéticos não diagnosticados:

  • promover rastreios e acompanhar os casos de risco
  • referenciar os casos de risco para o médico de família
  • motivar o utente para a prática de exercício físico

Há alterações no seu corpo que podem ser sinais de alarme para possível diabetes, como são exemplos: urinar muito, sede excessiva, visão turva, cansaço, dificuldade de cicatrização entre outros. Assim perante um ou mais destes sinais, não adie e procure um profissional de saúde. Não queira fazer parte dos possíveis 560 000 diabéticos, não diagnosticados.

A inclusão dos farmacêuticos, como profissionais de saúde que são, nesta cadeia de tratamento e controlo da doença, vai baixar os gastos porque ao promovermos a adesão à terapêutica, aumentamos a eficácia dos medicamentos quando tomados correctamente. Podemos ainda identificar os casos de risco para que sejam diagnosticados de forma precoce e assim ser mais fácil o controlo da doença.

 

Segundo os números apresentados no último fórum no Estoril que reuniu doentes e profissionais de saúde, a diabetes custa ao estado dois mil milhões de euros por ano…

Anabela Mascarenhas e Nélio Oliveira

“Família Saúde” – Exercício físico no ginásio

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Com a chegada do verão vem a vontade de cuidar mais do corpo e é hora de começar a pensar na maneira certa de iniciar a rotina dos exercícios físicos. Quem vai ao ginásio não precisa necessariamente fazer os exercícios com a intenção de ganhar muita massa muscular. Mexer o esqueleto também é crucial para a nossa saúde!

Quem vai praticar exercício ou correr não deve fazer refeições muito pesadas imediatamente antes. Deve comer alimentos leves. As frutas, por exemplo são uma boa opção, pois têm absorção bastante rápida no organismo. As gorduras são proibidas, pois têm absorção lenta o que pode resultar em indisposição durante os treinos.

A alimentação inadequada ainda provoca a perda de massa magra, porque na falta do glicogénio, o organismo começa a retirar proteína dos músculos para utilizar como combustível. Assim, o resultado é que perde gordura, mas ao mesmo tempo diminui a sua quantidade de massa muscular.

E ainda, quem não se alimenta de maneira adequada, pode ter baixo rendimento nos treinos, podendo mesmo sofrer de tonturas, fraqueza e desmaios. Por isso é muito importante saber o que comer antes de praticar desporto e seguir durante o resto do dia uma alimentação cuidada.

Ano após ano, as modalidades disponíveis nos ginásios vão aumentando. Quando a mais recente atinge o auge da popularidade e se prepara para estabilizar, aparece uma nova. São actividades extremamente atléticas, que pela sua duração, têm grande impacto ao nível dos benefícios cardiovasculares, para além de permitirem a já falada individualização do treino.

Deve ainda procurar orientação de profissionais de saúde antes de iniciar uma rotina de actividades físicas. Isto é muito importante não só para optimizar os seus resultados, mas também para evitar complicações futuras.

Uma consulta médica é essencial antes de iniciar um plano de ginásio. A avaliação de alguns parâmetros químico-biológicos antes e durante os treinos são fundamentais e estão disponíveis numa farmácia perto de si.

 

 

Anabela Mascarenhas e Flávio Maia

“Família Saúde” – Prevenir a gripe e evitar o contágio

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A gripe é uma doença que ocorre no sistema respiratório, provocada pelo vírus Influenza.  Quando não é tratada corretamente, pode evoluir para pneumonia. Apesar de muito se confundirem, constipação e gripe não são a mesma coisa.

A constipação é causada por três tipos de vírus diferentes: rinovírus, adenovírus e para-influenza. É transmitida da mesma forma que a gripe, mas é muito mais branda e causa menos complicações.

A gripe é transmitida de uma pessoa para outra através de gotas de saliva expelidas ao falar, espirrar ou tossir. Também pode ser transmitida por mãos contaminadas, talheres, copos ou outros objectos partilhados.

Quando estamos com gripe, sentimos dores no corpo, febre alta (acima de 380C), dor de garganta, tosse, cansaço, corrimento nasal, nariz entupido, perda do apetite, calafrios, dores de cabeça e algumas vezes nem conseguimos sair da cama. Geralmente os piores sintomas da gripe duram de 3 a 5 dias, mas outros sintomas como a tosse e o cansaço podem demorar mais a desaparecer. Esses sintomas são uma resposta do nosso corpo ao tentar destruir os vírus que nos incomodam.

Existem medicamentos para prevenir a gripe, mas não há remédios específicos para curar, podemos apenas aliviar a sintomatologia. Descansar muito e beber muitos líquidos são excelentes medidas para que os sintomas melhorem. Assim, analgésicos para as dores, antipiréticos para a febre e xaropes para a tosse, ajudam a aliviar o estado geral provocado pela gripe.

A prevenção é a melhor forma de não se contagiar pela gripe. Algumas formas de se prevenir desse vírus são:

  • Aplicar a vacina contra a gripe. A vacina contra a gripe protege contra o vírus Influenza com maior ou menor eficácia de acordo com a mutação do mesmo. Porém, poderá apanhar uma constipação, uma vez que os vírus que estão na sua origem são diferentes.
  • Lavar bem as mãos regularmente, pois desta forma pode livrar-se não só da gripe, mas também de outras infecções.
  • Manter uma alimentação saudável e fazer exercício físico, são medidas que fortalecem o nosso sistema imunitário (responsável por combater todos os corpos estranhos que causam doenças e infecções).
  • Evitar as multidões, nas épocas em que mais ocorre a gripe, que geralmente é no inverno.

O frio extremo, o aumento da incidência das infecções respiratórias agudas e o início da actividade gripal são algumas das causas que as autoridades atribuem ao excesso de óbitos na nossa população com mais de 75 anos, que se registou na terceira semana deste ano.

Todos os anos, os centros de vigilância gripal, espalhados pelo mundo,  estimam quais serão as três estirpes de vírus da gripe que irão afectar mais as pessoas, para que sejam incluídas na vacina sazonal. Normalmente são contempladas três estirpes diferentes – duas A, este ano o H1N1 e o H3N2, e uma B. Mas entre Fevereiro (altura em que se fazem as previsões) e agora, (que corresponde ao início da época gripal), percebe-se que o vírus trocou as voltas aos cientistas.

Acontecem mutações não previstas, duas vezes a cada década – e esta é uma delas. O vírus da gripe que parece ser o dominante nesta estação não é exactamente aquele que está contemplado na vacina.

Apesar das alterações não previsíveis que podem só voltar dentro de uma década, recomenda-se a administração da vacina da gripe todos os anos para os idosos e todas as pessoas que pertencem a grupos de risco.

Anabela Mascarenhas e Ana Rita Fernandes

“Família Saúde” – O seu farmacêutico…

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 O farmacêutico é quase sempre o primeiro profissional de saúde com quem os utentes contactam quando têm um problema de saúde e é também o último que contacta com o doente antes que este tome o medicamento prescrito. Assim, a sua intervenção é fulcral para fomentar o uso racional e adequado dos medicamentos e desse modo garantir o sucesso das terapêuticas instituídas minimizando os riscos associados.

É importante lembrar que, de entre os diversos profissionais da saúde, o farmacêutico é o mais acessível à população, por estar sempre numa farmácia perto de si. O farmacêutico está disponível para lhe fornecer o medicamento adequado à sua necessidade, na dose correta, durante o tempo necessário e no menor custo possível e com a informação adequada.

O farmacêutico é muito mais do que um mero vendedor de medicamentos ao balcão e a sua função vai muito além da simples entrega dos mesmos. Este tem a capacidade de detectar situações de prescrições inadequadas ou alterações não apropriadas nos seus medicamentos. Pode aconselhar no tratamento de sintomas, ao fazer uma análise detalhada do caso específico de cada doente, evitando assim a sua evolução de patologias para quadros mais graves e sem necessidade do utente ir a correr para as urgências.

A actividade do farmacêutico tem como foco o utente e nesse sentido, toda e qualquer dúvida que o mesmo tenha deve ser esclarecida ao balcão, evitando assim a toma errada de medicamentos, que iriam contribuir para o insucesso do tratamento ou o aparecimento de efeitos secundários. A informação dada, de forma pessoal e não generalizada permite orientar cada utente consoante as suas necessidades e as suas preocupações.

Por esse motivo, cada utente não deve ter receio de expor qualquer dúvida que tenha, tanto no que diz respeito à utilização dos medicamentos como em relação a dúvidas sobre as diferentes caixas de genéricos, por exemplo. Assim como, se tiver alguma dificuldade de compreensão ou de leitura (não podemos esquecer aqueles que não sabem ler), deve referi-lo ao farmacêutico, pois este fará tudo o que estiver ao seu alcance para facilitar a compreensão do esquema terapêutico que lhe foi instituído. Mesmo que seja necessário contactar com o seu médico de família ou especialista para esclarecer alguma prescrição, o farmacêutico tem meios ao seu alcance para o fazer rapidamente.

Por isso, não se esqueça, pode sempre contar com o seu farmacêutico!

 

Anabela Mascarenhas e Joana Santos