“Família Saúde” – Exercício físico no ginásio

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Com a chegada do verão vem a vontade de cuidar mais do corpo e é hora de começar a pensar na maneira certa de iniciar a rotina dos exercícios físicos. Quem vai ao ginásio não precisa necessariamente fazer os exercícios com a intenção de ganhar muita massa muscular. Mexer o esqueleto também é crucial para a nossa saúde!

Quem vai praticar exercício ou correr não deve fazer refeições muito pesadas imediatamente antes. Deve comer alimentos leves. As frutas, por exemplo são uma boa opção, pois têm absorção bastante rápida no organismo. As gorduras são proibidas, pois têm absorção lenta o que pode resultar em indisposição durante os treinos.

A alimentação inadequada ainda provoca a perda de massa magra, porque na falta do glicogénio, o organismo começa a retirar proteína dos músculos para utilizar como combustível. Assim, o resultado é que perde gordura, mas ao mesmo tempo diminui a sua quantidade de massa muscular.

E ainda, quem não se alimenta de maneira adequada, pode ter baixo rendimento nos treinos, podendo mesmo sofrer de tonturas, fraqueza e desmaios. Por isso é muito importante saber o que comer antes de praticar desporto e seguir durante o resto do dia uma alimentação cuidada.

Ano após ano, as modalidades disponíveis nos ginásios vão aumentando. Quando a mais recente atinge o auge da popularidade e se prepara para estabilizar, aparece uma nova. São actividades extremamente atléticas, que pela sua duração, têm grande impacto ao nível dos benefícios cardiovasculares, para além de permitirem a já falada individualização do treino.

Deve ainda procurar orientação de profissionais de saúde antes de iniciar uma rotina de actividades físicas. Isto é muito importante não só para optimizar os seus resultados, mas também para evitar complicações futuras.

Uma consulta médica é essencial antes de iniciar um plano de ginásio. A avaliação de alguns parâmetros químico-biológicos antes e durante os treinos são fundamentais e estão disponíveis numa farmácia perto de si.

 

 

Anabela Mascarenhas e Flávio Maia

“Família Saúde” – O mito da tosse seca

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Todos os dias dezenas de pessoas se dirigem à farmácia porque estão constipados e com uma “tosse seca”.

Ora este conceito é um conceito, na maioria das vezes, errado, porque, principalmente nesta altura do ano, a tosse é quase sempre devida a hipersecreções nos brônquios. A estas hipersecreções chamamos “expetoração”.

É certo que muitas das vezes, principalmente numa fase inicial, não sentimos que libertamos nenhum tipo de muco, o que não significa que ele não esteja lá. A tosse é um mecanismo de defesa do organismo para o libertar.

Não é portanto aconselhado, durante a libertação do muco, usar um medicamento que reprima o reflexo da tosse – os antitússicos pois, ao inibir esta defesa do organismo, vamos fazer com que se acumulem mais e mais secreções que podem ser ambientes muito favoráveis ao desenvolvimento de bactérias patogénicas que podem levar a problemas de saúde muito mais graves, tais como as pneumonias.

É aconselhável, no entanto, usar um expetorante ou um fluidificador do muco, bebendo bastante água ao longo do dia, para ajudar o organismo a eliminar as secreções a mais e, assim, nos vermos livres da tosse que afinal não era seca…

Anabela Mascarenhas e Raul Almeida

“Família Saúde” – Viroses infantis – sob o olhar de uma criança

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Viroses infantis são termos com significado muito amplo. Assim é comum ouvir-se: “É virose, vai passar em poucos dias”, e as famílias conformam-se com o nariz a pingar, a diarreia, a febre, o mal geral e a imagem abatida da criança.

Contudo, é importante saber que nem todos os vírus são iguais. Aliás, são seres relativamente simples, mas muito diferentes uns dos outros. Em comum, têm a característica de necessitar de uma célula viva que lhes sirva de hospedeira para se reproduzirem.

Quando as crianças começam a frequentar a escola ou o infantário, estão mais expostas à infecção por vírus. Contra algumas delas existem https://online.sultann.bet vacinas. É o caso da gripe, rubéola, poliomielite, sarampo e varicela, por exemplo. Para outras, não existem.

Algumas viroses podem ser tratadas com drogas antivirais, contudo o tratamento mais frequente é apenas sintomático.

A incubação do vírus dura de 5 a 7 dias, período no qual a criança infectada não apresenta sintomas. Indivíduos infectados, mesmo em fase ainda assintomática ou de recuperação, são transmissores, o que facilita a disseminação das viroses.

Como algumas viroses são altamente contagiosas, certas providências preventivas são recomendáveis, como não partilhar utensílios, lavar as mãos antes das refeições ou depois de ir à casa de banho, evitar ambientes fechados, entre outras.

Apesar do tema estar dirigido para a infância, é aplicável a todas as idades. A ideia do mesmo ser abordado deste modo, surgiu depois da composição da Sofia para os colegas do primeiro ciclo:

“ Estou com virose, diz a minha mãe. Tenho o nariz a pingar, tosse e febre. Tenho de ficar em casa para não contagiar os colegas.

Com viroses:

 

  • Devemos ficar em casa quando estamos com muita tosse ou febre (se tivermos com quem ficar), para não contagiar os colegas.
  • Não nos podemos esquecer de beber muitos líquidos, comer fruta e poucas guloseimas.
  • Cumprimentar os amigos sem beijinhos e abraços.
  • Devemos lavar sempre as mãos com água e sabão, depois de tossir ou colocar o braço à frente da boca e antes de comer ou depois de brincar e ir à casa de banho.
  • Depois de fazermos desporto, não devemos ir para a rua de calções quando está frio e devemos tomar sempre banho.
  • Nunca devemos estar de meias ou descalços em casa no chão frio e não sair para a rua sem vestir o casaco.
  • Tomar os medicamentos, mesmo que o sabor seja mau.
  • Estudar um pouco para não ficarmos com a matéria atrasada.

 

Como estou a cumprir o que ela me diz, já estou a ficar melhor.”

 

Anabela Mascarenhas e Sofia Maia

“Família Saúde” – Benefícios para deixar de fumar

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 São muitos os benefícios para a sua saúde, sabia quê?

– Em média os fumadores morrem 10 anos mais cedo do que os não fumadores.

– Em média, fumadores que param de fumar antes dos 50 anos de idade, reduzem para metade o risco de morte nos 15 anos seguintes, em comparação com os que continuam a fumar.

– O tabagismo é o principal factor de risco da doença pulmonar obstrutiva crónica e a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

São também muitos os benefícios para a “sua carteira”…

Para quem fuma um maço de cigarros por dia perde em média:

– numa semana o valor de 4 bilhetes de cinema,

– num mês o valor das despesas da água, luz e gás ou as compras dos bens alimentares,

– num ano o valor de uma viagem com a família, cerca de 1 500,00€.

Perante tudo isto gostaríamos de meditasse… O primeiro passo para uma vida sem tabaco é tentar avaliar o seu grau de dependência da nicotina, para isso pode responder ao seguinte questionário e depois tomar a decisão certa.

Comece hoje a aumentar a sua qualidade de vida.

 

Anabela Mascarenhas e Raúl Almeida

“Família Saúde” – 2015

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 “2015 – Ano Novo Vida Nova”

Quem não conhece esta frase? Todos os anos a repetimos, mas nem sempre conseguimos o que planeámos…

– melhorar os hábitos alimentares

– fazer exercício físico

– deixar de fumar

– ser voluntário em ajudas humanitárias

– contribuir para melhorar o ambiente

– etc, etc, …

Vivemos numa cidade com serra, mar, rio, uma boa marginal entre muitas outras coisas boas.

Vamos aproveitá-la melhor em 2015. Feliz Ano Novo para todos…

Anabela Mascarenhas e João Gomes

“Família Saúde” – Cancro: uma inevitabilidade?

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 Hoje em dia muito se fala sobre cancro. Mas afinal a que é que se chama cancro? Cancro é o termo genérico para um grande grupo de doenças que afectam qualquer parte do corpo e que são resultado de um crescimento descontrolado de células e sua disseminação. Por essa razão existem diversos tipos de doença oncológica (cancro), sendo que os mais comuns são os do pulmão, estômago, fígado, colo-rectal, esófago e próstata no homem e os cancros da mama, pulmão, estômago, colo-rectal e cervical no caso da mulher.

O cancro é a principal causa de morte no mundo, e já em 2007 morreram 7,9 milhões de pessoas com esta doença. Esta situação pode ainda acentuar-se mais, uma vez que a OMS prevê que, em 2030, o número de mortes por cancro ascenderá aos 12 milhões por ano. Em Portugal, a falta de camas nos IPOs, as saídas de profissionais de saúde e os problemas de contratação de pessoal qualificado impedem, por vezes, que seja dada a resposta adequada aos doentes com estas patologias. Apesar disso, a maior parte dos casos têm resposta dentro dos tempos definidos pela lei, ou seja, abaixo dos 60 dias. Nuno Miranda, director do programa nacional para doenças oncológicas refere que o número de cirurgias apesar de ter aumentado ligeiramente no país não está a acompanhar o crescimento do número de novos casos.

Apesar destes dados alarmantes nem tudo são más notícias uma vez que está provado que é possível prevenir 30% das mortes por cancro! O excesso de peso ou obesidade, o consumo reduzido de fruta, legumes e vegetais, a falta de exercício físico e o consumo de tabaco e álcool podem contribuir activamente para o aparecimento de cancro, por isso cabe a cada um mudar pequenos hábitos do dia-a-dia que podem fazer uma grande diferença! Além disso, podem também estar na origem de tumores o sexo não protegido, os vírus da hepatite B e C e a poluição do meio urbano.

Assim, é importante conhecer os factores de risco do cancro, tentar reduzi-los e se possível evitá-los para, deste modo, ajudar a prevenir o aparecimento da doença. Apesar disso, a estratégia de combate às doenças oncológicas não passa apenas pela prevenção mas também pela detecção precoce e aumento da acessibilidade e adesão aos tratamentos.

Em jeito de conclusão, fica o desafio de que fazer exercício físico, manter uma alimentação equilibrada, apostar na vacinação do vírus do papiloma humano e hepatite B, controlar os riscos profissionais e reduzir a exposição excessiva ao sol são alguns dos pequenos passos que podem ser tomados no dia-a-dia para que consigamos diminuir o aparecimento de novos casos e assim reduzir a mortalidade causada por esta doença.

Anabela Mascarenhas e Joana Santos

“Familia Saúde” – Abraçar dá saúde…

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Depois da iniciativa da AMI no dia 5 de Dezembro, queremos agradecer a todos os que participaram, à equipa da farmácia e em particular à grande voluntária Cláudia, agora baptizada de “Lanzinha”, pelo feliz dia dos abraços.

Uma relação forte e duradoura, onde abraçar faz parte do dia-a-dia, pode proteger contra futuras doenças cardiovasculares, além de fazer bem à saúde em geral. Afinal está provado que abraçar diminui a

pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormonas ligadas ao stress, como o cortisol e a noradrenalina.

Quando abraçamos alguém, aumentamos a produção da hormona ocitocina, também conhecida por hormona do amor, ajuda a baixar a pressão arterial, reduzir o stress e a ansiedade e até pode melhorar a memória.

Como complemento do que já foi dito fica o poema de Maria João:

“Quero que saibam o quanto um Abraço é importante…
Precisamos de 4 Abraços por dia para sobreviver…
Precisamos de 8 Abraços para nos manter…
Precisamos de 12 Abraços para crescer…

 Abraçar é saudável; ajuda o sistema imunológico.
Cura a depressão, reduz o stress, induz o sono, é revigorante,
Rejuvenesce, não tem efeitos colaterais indesejáveis.
É nada menos que um remédio milagroso!
Abraçar é totalmente natural.
É orgânico, não contém ingredientes artificiais.
Não contém conservantes; é 100% integral.
É naturalmente doce e não engorda.
Abraçar é praticamente perfeito.

Não quebra partes moveís,
não tem baterias que acabam,
Não precisa de chek-ups periódicos,
Não requer consumo de energia,
Nem exige prestações nem seguros,
Não é poluente e é perfeitamente retornável!
O Abraço é o meu sinal favorito de afeição!
Ele pode significar tanto, e tantas coisas ao mesmo tempo!
Pode significar um sinal de Amor, de Amizade, de Conforto,…
…Ou tudo junto!”

 

Anabela Mascarenhas e Cláudia Duarte

“Familia Saúde” – Cigarro electrónico, Sim ou Não?

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O cigarro electrónico foi inventado em 2003 por um farmacêutico chinês chamado Hon Lik, sob alegação de ser uma forma menos nociva de consumir a nicotina, sem que o tabaco fosse queimado, evitando assim e eliminação das mais de 4.700 substâncias produzidas nessa queima. Porém, especialistas hoje afirmam não haver certezas sobre a exposição a longo prazo à nicotina sozinha.

Vários profissionais de saúde, especialmente pneumologistas, estão preocupados com a falta de estudos sobre o efeito do vapor com nicotina sobre a

saúde. Também não se sabe se o e-cigarro funciona como um meio eficaz para acabar com a dependência de nicotina. Teme-se que se torne um vício substituto, atingindo até quem não fuma. Como existem dispositivos só com sabores, sem a substância viciante, os não fumadores podem sentir-se inclinados a experimentar, particularmente os mais jovens. Quem estuda dependências diz que esse é um passo perigoso em direcção aos líquidos com nicotina, uma potencial porta de entrada para o tabagismo

“Não é tão inofensivo quanto dizem os fabricantes. Por isso não deve servir para brincar, não se trata de algo lúdico, totalmente saudável”, afirma Thomas Laurenceau, chefe de redação da revista “60 millions de consommateurs”.

Esta revista, publica os resultados de um estudo revelando que o dispositivo pode libertar substâncias com potencial cancerígeno. Entre os elementos nocivos detectados pelo estudo, conta-se o formol, a acroleína e o acetaldeído, podendo variar de marca para marca.

O estudo detectou também problemas ao nível da segurança dos aparelhos, como a falta de uma rolha em certas recargas, o que pode ser perigoso, caso o aparelho vá parar a mãos de crianças, uma vez que a nicotina é uma substância altamente tóxica.

O cigarro electrónico tornou-se um sucesso de vendas nos últimos anos. Os consumidores adquirem-nos mesmo com falta de informações exactas sobre o produto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda o uso do cigarro electrónico. Pelo contrário, um documento obtido pelo diário britânico Financial Times revela que a OMS estuda classificar os cigarros electrónicos exactamente da mesma forma que o velho cigarro – Fumar Mata.

 

Anabela Mascarenhas e Raúl Almeida

“Familia Saúde” – Razões para deixar de fumar

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O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em

rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que os seus melhores clientes morrem um a um.

Já ouviu vezes sem conta que fumar:

  • provoca cancro
  • aumenta o risco de ataque cardíaco
  • aumenta o risco de doença pulmonar obstrutiva crónica
  • reduz dez anos à sua vida
  • diminui a possibilidade de engravidar (mulheres)
  • aumenta as suas rugas, olheiras e envelhece mais rapidamente
  • diminui a potencia sexual (homens)
  • desgasta os dentes mais depressa
  • diminui a elasticidade da pele, agravando os seios descaídos (mulheres)
    Tudo isto, só a pensar nos próprios fumadores, falta pensar nas pessoas que o rodeiam que podem ter muitas das consequências referidas e também no próprio ambiente:

  • são 25 anos para se decompor uma ponta de cigarro
  • o alcatrão e nicotina do cigarro pode contaminar até 50 litros de água
  • mata os peixes, aves e animais que entram em contacto com o alcatrão
  • são responsáveis por imensos incêndios florestais

Contam-se até setecentos aditivos químicos nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros, mas a lei permite que os fabricantes guardem a lista em segredo. No entanto, constam entre os ingredientes metais pesados, pesticidas e insecticidas. Alguns são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros. Aquela atraente espiral de fumo está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsénio, butano, monóxido de carbono e cianeto. Os pulmões dos fumadores e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.

O fumo e seus derivados fazem parte do grupo de drogas consideradas altamente prejudiciais para a saúde humana. Em cada minuto que passa, vidas são perdidas pelos malefícios do fumo.

Para além disto, o vício do tabaco no contexto socioeconómico em que vivemos torna-se, muitas vezes um fator agravante de pobreza e dificuldades entre as famílias. Há casos onde a fatia ocupada pelo tabaco representa quase metade dos rendimentos mensais de algumas pessoas.

A sua vida é muito importante… faça como muitos outros… deixe de fumar para o seu bem e da sua família.

Dê um presente a si próprio e faça de hoje o seu primeiro dia… de saúde familiar.

Anabela Mascarenhas e Raúl Almeida

“Familia Saúde” – Homeopatia… é só açúcar?…

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Está integrada nas chamadas medicinas alternativas, que alguns pesquisadores de medicina e sociologia definem como um conjunto de práticas de diagnose e terapia sem a apropriada validação científica, ou que sejam consideradas inacessíveis ao método científico experimental, o que neste último caso podem ocorrer, por mecanismos fisiológicos não conhecidos, nas práticas de cura via métodos metafísicos e espirituais, diferentemente das práticas médicas convencionais.

É frequente ouvir “isso não faz nada!”…. No entanto fiquemos a saber que a Homeopatia é uma terapia que surgiu no século XIX através do médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843) e continua em franca expansão por todo o mundo.

“Os semelhantes curam-se pelos semelhantes”. Este é o princípio base da Homeopatia, pois toda a substância capaz de em doses muito pequenas, provocar sintomas patológicos numa pessoa saudável pode, em dose infinitesimal, curar esses mesmos sintomas numa pessoa doente. Em Homeopatia não existem doenças, mas sim doentes; e o indivíduo é analisado na sua totalidade tendo em conta factores internos e ambientais.

Na época de Hahnemann, a homeopatia foi usada para combater grandes epidemias (ex: cólera, tifo…etc) tendo encontrado muitos seguidores. Cada homeopata produzia os seus medicamentos homeopáticos, mas em 1850 começavam a surgir as primeiras farmácias especializadas na produção destes medicamentos e gradualmente começaram a transformar-se em laboratórios.

Nos dias de hoje, os medicamentos homeopáticos são usados em mais de 80 países, por mais de 300 milhões de pessoas e prescritos por mais de 100 mil médicos!

Haverá razões para duvidar da sua eficácia e segurança?!?

–      Os medicamentos homeopáticos podem ser associados com os outros medicamentos ou como complemento à terapêutica.
–      Quando administrados logo após os primeiros sintomas aceleram o tratamento das doenças agudas.
      Não são medicamentos tóxicos. Podem ser tomados por recém-nascidos, lactentes, crianças, grávidas e idosos (apenas pode ser necessário uma alteração na forma de administração do medicamento).
      Não têm contra-indicações, interacções com outros medicamentos nem efeitos adversos conhecidos.
      Podem ser usados em todo o tipo de doenças: agudas (como por ex.: picadas de abelha, hematomas, gripe, etc) e crónicas (como por ex.: insónias, asma, etc)
      Os grânulos e os glóbulos são fabricados com açúcar (85%) e lactose (15%) mas as doses são tão baixas que podem ser tomadas por diabéticos e intolerantes à lactose, respectivamente. O açúcar também está contido em alguns medicamentos homeopáticos na forma de comprimidos e xarope.

Os medicamentos homeopáticos são designados pelo nome da substância base, definida pela sua denominação científica internacional expressa em latim. As letras “CH” é a abreviatura de centesimal hahnemanniana, acompanhada pelo número de diluições sucessivas realizadas. Estes medicamentos devem ser tomados sempre fora das refeições e com a boca limpa.

As substâncias activas podem ser de origem vegetal, animal e mineral/química, de onde se utiliza doses muito pequenas e seguras. Algumas das plantas utilizadas em homeopatia crescem de forma espontânea e selvagem, pelo que o rigoroso controlo de qualidade a que são submetidas aquando da produção da tintura-mãe é fundamental para verificar a presença de determinadas características e por conseguinte garantir o efeito terapêutico desejado.

Ao contrário da crença popular, a homeopatia não é o mesmo que um produto de fitoterapia.

Actualmente, alguns medicamentos homeopáticos e fitoterápicos em Portugal são reconhecidos e legislados pelo Infarmed.

“A sabedoria não se transmite, é preciso que nós a
descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode
fazer por nós e que ninguém nos pode evitar, porque a
sabedoria é uma maneira de ver as coisas.”
Proust

Anabela Mascarenhas e Rita Fernandes