“Familia Saúde” – Diabetes Mellitus

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A Diabetes Mellitus é uma doença que não tem cura, mas devidamente controlada permite que o doente tenha uma vida normal e saudável.

Segundo a APDP, estima-se que em Portugal existam 1.3 milhões de diabéticos dos quais 560.000 ainda não estão diagnosticados.

A doença deve-se a uma multiplicidade de fatores de risco, sejam eles não modificáveis (doenças, fatores genéticos) ou modificáveis (ambientais, sociais). O farmacêutico é, na maioria

dos casos, o primeiro profissional de saúde que deteta sinais de alerta da diabetes mellitus, principalmente a tipo II e é nos fatores de risco modificáveis que o farmacêutico tem os conhecimentos e meios para intervir nomeadamente estilos de vida, alimentares e exercício físico. Podemos ainda intervir:

nos diabéticos diagnosticados:

  • ajudar a conhecer a doença
  • intervir no plano alimentar e possíveis interações dos alimentos com os medicamentos
  • motivar o doente para a prática de exercício físico adequado
  • educar para o autocontrolo e monitorização dos níveis de glicemia
  • promover a adesão á terapêutica e fazendo a revisão da mesma
  • alertar para os riscos de uma diabetes descontrolada
  • educar para a identificação dos sintomas de hipo e híper glicemias

nos diabéticos não diagnosticados:

  • promover rastreios e acompanhar os casos de risco
  • referenciar os casos de risco para o médico de família
  • motivar o utente para a prática de exercício físico

Há alterações no seu corpo que podem ser sinais de alarme para possível diabetes, como são exemplos: urinar muito, sede excessiva, visão turva, cansaço, dificuldade de cicatrização entre outros. Assim perante um ou mais destes sinais, não adie e procure um profissional de saúde. Não queira fazer parte dos possíveis 560 000 diabéticos, não diagnosticados.

A inclusão dos farmacêuticos, como profissionais de saúde que são, nesta cadeia de tratamento e controlo da doença, vai baixar os gastos porque ao promovermos a adesão à terapêutica, aumentamos a eficácia dos medicamentos quando tomados correctamente. Podemos ainda identificar os casos de risco para que sejam diagnosticados de forma precoce e assim ser mais fácil o controlo da doença.

Segundo os números apresentados no último fórum no Estoril que reuniu doentes e profissionais de saúde, a diabetes custa ao estado dois mil milhões de euros por ano…

Anabela Mascarenhas e Nélio Oliveira

“Familia Saúde” – Acompanhamento farmacoterapêutico

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O século XX trouxe um aumento da esperança de vida à nascença e consequentemente um envelhecimento da população, provocando uma alteração drástica no padrão de doenças da população. Actualmente, as doenças crónicas (exemplos: hipertensão e diabetes) e incapacitantes ultrapassam as agudas e lideram as causas de doença e de morte. Desta forma, a utilização de medicamentos aumentou exponencialmente. Estes factos despoletaram o desenvolvimento de uma nova prática farmacêutica, cujo foco é o doente que utiliza ou vai utilizar medicamentos. Com este serviço o farmacêutico pretende estimular a correcta utilização dos medicamentos, prevenindo efeitos secundários, duplicações da medicação e interacções medicamentosas. Com um trabalho de equipa entre farmacêuticos, doentes e médicos é possível reduzir a morbimortalidade associada aos medicamentos e aumentar a qualidade de vida dos doentes.

Hipertensão

Um estudo português realizado em 2007, estimou a existência de cerca de 42,1% de hipertensos em Portugal, dos quais apenas 11,2% tinham a sua tensão arterial controlada. Números assustadores se considerarmos que a pressão arterial elevada é uma doença de alto risco, à qual se atribui, aproximadamente, 51% de mortes por Acidente Vascular Cerebral. Desta forma nunca é demais alertar para a importância da alimentação saudável, do exercício físico regular e da automonitorização da sua pressão arterial. A sua farmácia pode ajuda-lo a atingir os seus objectivos. Com pequenas alterações no estilo de vida conseguem-se melhorias significativas no controlo da hipertensão e consequentemente, melhorias na sua qualidade de vida.

Diabetes

Em Portugal existem cerca de 13% de doentes diabéticos e destes cerca de 90% apresentam excesso de peso ou obesidade. A Diabetes começa por ser uma doença silenciosa, que aos poucos e poucos vai danificando os vasos sanguíneos, os olhos e os rins, causando danos irreversíveis caso não seja controlada. Nunca é demais relembrar que a Diabetes tipo 2 pode ser prevenida através de padrões alimentares correctos, da prática de exercício físico, e da redução do peso para valores ideais. Tudo isto pode ser controlado na farmácia e posteriormente ser autoavaliado em casa.

Anabela Mascarenhas e Ana Cabral

“Familia Saúde” – Vacinas administradas em farmácias

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A farmácia está no fim de linha do circuito do medicamento, mas não pode ser o “Saco de Boxe” onde todos podem bater.

Publicita-se nos meios de comunicação social que deve ser o enfermeiro a administrar vacinas da gripe na farmácia. Temos assim, profissionais que já têm as suas competências e até querem as dos outros: fazem lembrar 2 crianças com 2 brinquedos, que quando têm de partilhar, uma decide que tem de ficar com os 2…  Cada vez mais, há cursos com áreas comuns e o que cada um pode fazer depende das competências que foi adquirindo e do local onde as pode exercer. Gostaríamos ainda de realçar que os professores dos actuais cursos de vacinas são sempre médicos e enfermeiros, inscritos nas respectivas Ordens…

Infelizmente a “guerra de capelinhas” continua a ser alimentada por alguns profissionais de saúde, que prejudicam todos os outros e baralham os utentes. Será que a união de esforços de todos estes profissionais não seria benéfico para eles e para os seus utentes?

Há assim, muitos profissionais que não se identificam com estas infelizes publicidades, pois não representam a opinião da maior parte da classe e não defendem o que deve ser o trabalho em equipa na área da Saúde.

Para quem já não se recorda, há alguns anos atrás as vacinas eram administradas por curiosos e familiares, quando não se encontrava por perto um médico ou um enfermeiro, pois nas farmácias tal serviço não era possível. As vacinas saíam assim do circuito de frio e andavam em condições não recomendáveis até serem administradas. Hoje as farmácias têm profissionais com formação adequada e legalmente aprovada pelo Ministério da Saúde para poderem aplicar vacinas fora do Plano Nacional de Vacinação, após a aquisição das mesmas.

No primeiro ano em que as vacinas foram cedidas gratuitamente nos Centros de Saúde, as farmácias já com as suas encomendas feitas, foram apanhadas de surpresa, resultando daí prejuízos avultados para as mesmas. Será que a medida de cedência gratuita de vacinas, uma vez por ano aos utentes abrangidos, é assim tão gratificante? Não podemos esquecer que esses mesmos utentes gastam hoje anualmente em taxas para o SNS, muito mais do que o preço de uma vacina.

Senhores dirigentes Políticos, das Ordens, das Associações ou das vossas Equipas, por favor não dificultem o trabalho sério dos profissionais de saúde!

Vamos todos juntos aproveitar os recursos que temos ao nosso alcance para promovermos VIDA SAUDÁVEL para todos.

A saúde é um direito para todos e não só para alguns.

Anabela Mascarenhas e Rita Fernandes

“Familia Saúde” – Suplementos vitamínicos

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 O stress do dia-a-dia aliado à falta de tempo para uma alimentação correta faz com que muitas pessoas recorram à ingestão de suplementos vitamínicos. De facto, podemos encontrar o comprimido “maravilha” um pouco por todo lado, não só em farmácias mas também nos super e hiper-mercados, parafarmácias e ervanárias. Porém, será que estes suplementos ajudam realmente a melhorar a sua saúde?

As vitaminas são compostos orgânicos essenciais para a realização de inúmeros processos que ocorrem no nosso organismo. A maioria é obtida através da alimentação, mas algumas podem ser provenientes da luz solar (vitamina D) ou até sintetizadas pelas bactérias intestinais (biotina e vitamina K).

Os suplementos vitamínicos são uma combinação de diferentes vitaminas que estão, normalmente, presentes nos alimentos. Um multivitamínico poderá ser um bom aliado quando as quantidades de vitaminas ingeridas nas refeições diárias são insuficientes, quando praticamos exercício físico, ou até noutras situações específicas, como por exemplo na gravidez ou quando o organismo está imunodeprimido como acontece durante a constipação ou a gripe. Todavia, existem alguns cuidados que devem ser tidos em conta no que toca ao consumo de multivitamínicos.

Existem dois tipos de vitaminas: as hidrossolúveis e as lipossolúveis. As vitaminas hidrossolúveis são eliminadas pela urina, não sendo armazenadas em grandes quantidades pelo organismo. São exemplos as vitaminas B e C. As lipossolúveis são absorvidas juntamente com os lípidos, sendo posteriormente armazenadas nos tecidos através das lipoproteínas. São exemplos de vitaminas lipossolúveis as A, D, E e K.

Nunca tome mais do que a dose recomendada de um multivitamínico e evite tomar mais do que um multivitamínico em simultâneo. A sobredosagem de vitaminas pode ter consequências graves na sua saúde. Antes de tomar um multivitamínico, informe-se com o seu farmacêutico, referindo toda a medicação que faz e o historial de doenças e alergias.

Lembre-se que existem cuidados a ter com os suplementos vitamínicos, pois tal como o nome indica, o seu objetivo é complementar e não substituir uma alimentação correta.

Anabela Mascarenhas e Denise Bento

“Familia Saúde” – Comprar da mesma forma um pacote de arroz e uma aspirina. Porque não?…

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 Numa sociedade de informação fácil, onde a Internet parece dar-nos todas as respostas, o acesso a medicamentos numa prateleira de supermercado parece, à primeira vista, uma coisa boa. Não se perde tempo e quando chegarmos a casa um click no computador, vai esclarecer-nos as dúvidas.

O que as pessoas se esquecem é que a saúde não é uma check-list, onde se podem marcar

vistos para resolver os problemas… Resolver um problema de saúde aparentemente simples, como uma dor de cabeça, requer uma avaliação do estado geral de saúde do utente, para evitarmos criar ou agravar outros problemas. Pegando neste exemplo, uma simples aspirina (ou qualquer outro anti-inflamatório não esteróide) para a dor de cabeça pode criar uma crise de asma numa pessoa que sofra desta doença.

Cada vez mais se vêem pessoas a dirigirem-se às farmácias para tirarem dúvidas acerca dos medicamentos que compraram em outros estabelecimentos comerciais, até mesmo em bombas de gasolina e desta forma o farmacêutico faculta todo o seu conhecimento de forma gratuita.

O farmacêutico é o único profissional de saúde que não cobra por disponibilizar os seus conhecimentos à comunidade, ao contrário de médicos, enfermeiros, psicólogos, etc., em que o simples facto de estarem a exercer a sua função requer o reconhecimento monetário.

Este problema agrava-se agora, uma vez que as pessoas, por diferenciais de cêntimos, recorrem a outros estabelecimentos para comprar aquilo que depois precisam que o farmacêutico explique. Esquecem-se que as farmácias são empresas particulares e a grande maioria de pequena dimensão, não tendo qualquer subsídio do estado, dependem do lucro das vendas para gerir todo o negócio e ainda pagar aos funcionários especializados.

Será que os conhecimentos de um farmacêutico, especialista do medicamento e o profissional mais preparado para reconhecer e resolver problemas relacionados com os medicamentos, não deveriam ser também reconhecidos pelo Estado?

Assim caro leitor, quando opta por uma farmácia, não desperdice a informação disponível que tem para si e acima de tudo aproveite a equipa que tem à sua disposição para lhe dar informação sobre medicamentos de uso humano e veterinário, produtos dietéticos, de higiene e beleza, produtos infantis, ortopédicos e muitos outros…

Anabela Mascarenhas e Raul Almeida

“Familia Saúde” – Dormir melhor, alguns conselhos

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“Deitar cedo e cedo erguer”, já não faz parte dos hábitos dos adultos e mesmo de algumas crianças. Assim surgem as dificuldades em adormecer e o sono menos reparador ou até insónias.

Muitas atitudes e hábitos podem interferir positivamente na qualidade do seu sono, sem necessitar de estar dependente de medicamentos.
Aqui ficam alguns conselhos:

Tenha horários de sono regulares: o hábito facilita a criação de um ciclo saudável de sono. Evite ter TV no quarto, faça uma análise rápida do seu dia antes de dormir. Pode ainda ler um pouco, mas tente apagar deitar e levantar em horários regulares.

Adopte hábitos de vida saudáveis: Alimente-se bem, faça exercícios. Pessoas que fazem exercícios regularmente tendem a dormir mais profundamente.

Coma algo leve à noite: Refeições pesadas antes de dormir estão proibidas.

Seja persistente mas não exagere: Ficar na cama mais do que 40 minutos sem conseguir dormir pode acabar numa noite de insónia. Levante-se e escolha alguma actividade relaxante. De acordo com os gostos de cada um, pode ser: tomar um banho quente, ler um livro, dobrar roupas, ouvir música calma, fazer um chá. Resista à tentação de ligar a TV ou o computador.

Não execute actividades complexas antes da hora de ir deitar: Corre o risco de continuar a pensar nelas e não conseguir adormecer.

Cama confortável: É facilitadora do sono. Vire seu colchão regularmente, elimine desníveis e rangidos, tenha lençóis e fronhas confortáveis, troque-os com regularidade suficiente, tenha um despertador que permita dormir sem a preocupação de não acordar.

Evite iluminação desnecessária: Uma boa cortina ou blackout é um investimento na qualidade do sono. Evite também os ruídos e pequenos pontos de luz no quarto.

Use ruído branco: Caso os sons externos (trânsito, vizinhos, animais, etc.) atrapalhem o seu sono, procure cancelá-los com ruído branco produzido intencionalmente por CDs de sons relaxantes.

Não durma durante o dia: uma sesta ou soneca de 15 ou 30 minutos depois do almoço podem fazer maravilhas pela sua produtividade. Mas não durma por longos períodos durante o dia, isso prejudica o sono nocturno.

Medicamentos para dormir: De modo geral, medicamentos para dormir deveriam ser usados apenas por períodos curtos, o uso frequente acaba em dependência e não são eficazes após algum tempo.

Não se automedique, procure o seu médico ou farmacêutico. Quando este lhe negar a venda de uma benzodiazepina sem

“Familia Saúde” – Dormir bem, sem benzodiazepinas

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 Com a mudança do século, os hábitos de vida e os horários habituais das pessoas mudaram. A disseminação da electricidade e dos dispositivos electrónicos aumentaram os hábitos de vida nocturnos, dentro e fora de casa.

“Deitar cedo e cedo erguer”, já não faz parte dos hábitos dos adultos e mesmo de algumas crianças. Assim surgem as dificuldades em adormecer e o sono menos reparador ou até insónias. Contudo, dormir bem é possível, pois é mesmo uma necessidade essencial do ser humano, para ter qualidade de vida, manter a produtividade e evitar problemas de saúde. Estima-se que 30 a 40% da população enfrenta dificuldades relacionadas com o sono, muitas vezes sem perceber. Quando se apercebem, procuram ajuda médica, com consequente aumento das prescrições de medicamentos ansiolíticos, principalmente as chamadas benzodiazepinas: alprazolam e diazepam, entre outros, são nomes de medicamentos, que são armazenados nas gavetas de muitas casas.

Portugal apresenta um dos maiores níveis de utilização de benzodiazepinas ao nível europeu. A utilização de benzodiazepinas tem sido associada não só às faixas etárias mais elevadas, mas também ao sexo feminino, ao desemprego e aos indivíduos em situação de reforma. Foram prescritos como tratamento de curta duração (2 a 4 semanas) para estados de ansiedade e insónia entre outros. No entanto,  estes medicamentos não são tão seguros como aparentam e o uso crónico destes fármacos, para além dos riscos de dependência, tem efeitos ao nível das capacidades psicomotoras, estando demonstrado que aumentam o risco de fracturas e acidentes de viação. Outros problemas estão relacionados com falhas de memória e disfunções urinárias até ao grau de viciação extremamente alto, estes fármacos podem provocar danos irreversíveis para quem os use ao longo da sua vida.

Existem exercícios de higienização do sono e terapêuticas à base de suplementos alimentares como a valeriana, passiflora e a melatonina entre outros, que já demonstraram ser muito eficazes no tratamento da insónia e não trazem todos os problemas das benzodiazepinas.

Restringir o uso destes fármacos ao mínimo deve ser uma prioridade de todos os profissionais de saúde, uma vez que as consequências do seu uso podem ser devastas para a população. Assim, medicamentos para dormir deveriam ser usados apenas por períodos curtos, o uso frequente acaba em dependência e não são eficazes após algum tempo.

Não se automedique, procure o seu médico ou farmacêutico. Quando este lhe negar a venda de uma benzodiazepina sem receita médica, não procure outro mais facilitador. Escute-o, pois decerto terá uma solução melhor para si, para bem da sua saúde.

Anabela Mascarenhas e·Raúl Almeida

“Família Saúde” – Queda de Cabelo

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A queda de cabelo geralmente desenvolve-se gradualmente e pode ser irregular ou generalizada (difusa). A presença das chamadas “peladas” ou a diminuição do volume, são os sinais mais preocupantes. Por dia são perdidos aproximadamente, cerca de 100 cabelos da cabeça, que são repostos naturalmente ou não. O couro cabeludo contém aproximadamente 100.000 cabelos.

Existem vários factores que influenciam a queda capilar:

Idade
Há redução dos folículos capilares com o avançar da idade. Além disso, o cabelo torna-se mais fino, o que reduz o volume capilar.

Stress
Para algumas pessoas, o aumento do stress pode ter um efeito grave na saúde do seu cabelo e poderá tornar-se um ciclo vicioso: este afecta o ciclo capilar e o seu efeito pode provocar bastante stress na pessoa que sofre deste problema.

Existem alguns métodos simples e eficazes para melhorar o seu quotidiano: fazer exercício, ter pensamentos positivos, não ser inflexível e dormir bem.

Medicação
Certos medicamentos podem ter efeitos secundários que afectam o crescimento de um cabelo saudável. Se notar aumento da queda de cabelo após a toma de um novo medicamento, deve procurar esclarecimentos junto do seu farmacêutico.

Má alimentação
Uma dieta rica em proteínas, vitaminas e minerais é fundamental para um crescimento capilar saudável. Uma dieta pobre em proteínas é muitas vezes o motivo pelo qual as pessoas sofrem de queda de cabelo, já que um regime alimentar deficiente afecta o novo crescimento. O folículo capilar é um tecido não essencial e, por isso, é um dos últimos tecidos a receber nutrientes. Quaisquer deficiências a longo prazo poderão levar à perda de cabelo prematura.

Alterações hormonais
As alterações hormonais podem afectar o ciclo de crescimento capilar saudável.

Pós-gravidez
Apesar de ser um processo maravilhoso e natural, não deixa de ser um processo que provoca stress no organismo. Consequentemente, é comum que, após o parto, o cabelo fique mais fino ou caia em certas zonas à medida que os níveis hormonais do organismo normalizam. Contudo, esta é normalmente uma situação temporária e deverá inverter-se por si só em pouco tempo.

Contraceptivos
A pílula é o contraceptivo mais utilizado pelas mulheres; uma mistura de progesterona e de estrogénio podem ter um efeito secundário ocasional que afecta o crescimento capilar saudável para quem tem um historial hereditário de perda de cabelo.

Uso excessivo de produtos capilares
Os aerossóis, tintas, ferros para cabelo e frisadores podem parecer fundamentais para a beleza do cabelo a curto prazo, mas não se esqueça de que o uso excessivo de qualquer um destes acessórios pode resultar em danos no cabelo a longo prazo.

Tabaco
O tabaco afecta o crescimento capilar saudável. Foi provado que fumar tabaco pode causar problemas de circulação, o que pode afectar o fluxo sanguíneo disponível para os folículos de cabelo no couro cabeludo.

Anabela Mascarenhas e Fernanda Marques

Leia mais: O que é a Calvice Masculina | Perda de Cabelo

“Família Saúde” – Exercício Físico na 3ª idade

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O exercício físico é benéfico em todas as idades, auxilia na manutenção da saúde, do bem-estar e na qualidade de vida.

Com o passar dos anos, vão-se perdendo capacidades motoras, tais como: flexibilidade, equilíbrio, coordenação motora e força. Perde-se também uma grande parte da massa muscular e óssea resultando assim num aumento da gordura corporal.

A actividade física na terceira idade é assim indispensável para retardar o processo de envelhecimento.

Deve ser escolhida a atividade, que lhe der mais prazer e satisfação, devendo ser incluída na rotina diária, praticada com regularidade e os exercícios devem ser iniciados após uma avaliação médica e devem ser acompanhados por um profissional de educação física.

Exercícios regulares, realizados periodicamente e bem orientados, ajudam a manter uma boa qualidade de vida, diminuindo a hipótese de morte por problemas cardiovasculares e por outras patologias, também. Ajudam a manter a auto-estima e o bem-estar físico e mental, garantindo uma vida mais feliz e produtiva. Aumentam e mantêm a resistência e a força muscular para as atividades comuns do dia-a-dia, que se vão tornando mais difíceis de realizar com o passar dos anos.

Exemplos de exercícios que podem praticar:

  • Alongamentos
  • Ginástica aquática
  • Dança
  • Aeróbica de baixo impacto
  • Musculação especializada
  • Yoga
  • Tai Chi
  • Chi kung
  • Pilatos
  • Caminhadas
  • Actividades lúdicas e recreativas
  • Ginástica geral.

Resumindo: são vários os benefícios dos exercícios para a 3ª idade:

  • Autonomia e bem-estar;
  • Aumento da massa muscular e óssea;
  • Redução adiposa;
  • Estimula o metabolismo;
  • Combate ao processo inflamatório;
  • Melhora das capacidades funcionais;
  • Bem-estar físico e psicológico;
  • Estimula aspectos cognitivos (atenção, memoria e percepção);
  • Redução de doenças…
    As actividades físicas proporcionam convívio social, aumentam a interacção para desenvolver actividades culturais e recreativas dos idosos, potencializando assim um envelhecimento activo e saudável.

Anabela Mascarenhas e Ana Paula Santos

Consulte a página do fórum envelhecimento activo e saudável:

http://frc-op.wix.com/forum-envelhecimento

“Família Saúde” – Envelhecimento activo e saudável

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 Como diz a celebre frase de Charles Sait-Beuve “ Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”.

Apesar de ser uma realidade boa, muitos são os que nem querem ouvir falar do tema. Depois dos 40 anos vamos dizendo que é do PDI e não há nada a fazer. Mas não é assim, todos nós conhecemos pessoas de 80 anos, com hábitos de vida saudáveis e que aparentam ter 60 anos.

Qual é o segredo?

Entre muitos dos seus hábitos, têm uma vida preenchida, com bons hábitos alimentares e de desporto.

Gostava de saber mais, para se ajudar a si próprio e aos outros, então venha ao CAE na Figueira da Foz, nos dias 20 e 21 deste mês, assistir ao Fórum: Envelhecer de forma activa e saudável.

Tem ao seu dispor uma iniciativa que vai juntar a população e 12 classes profissionais. Haverá debates em saúde, estilos de vida e lazer. Exposições de cultura e arte com demonstrações ao vivo. Espectáculo musical, alegria e desporto. E tudo isto gratuitamente…

 

Anabela Mascarenhas e Soraya Schneider

Para mais informações consulte:

http://frc-op.wix.com/forum-envelhecimento